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Cão em Foco
Iris Melo dos Santos Cunha Bacharel em Medicina Veterinária pela Faculdade Brasileira Multivix Pós Graduada em Patologia Clínica pela Faculdade Qualittas Médica Veterinária responsável pelo setor de internação

A importância da prevenção da Leishmaniose

A leishmaniose não é uma doença transmitida diretamente de um cão para outro, mas sim através da picada de mosquitos infectados. Crédito: Divulgação

A leishmaniose visceral é uma doença parasitária grave que afeta não apenas os cães, mas também pode ser transmitida aos seres humanos. Em várias regiões do Brasil, especialmente no Nordeste e no Centro-Oeste, essa doença é uma preocupação crescente, e os cães são considerados os principais reservatórios do parasita que a causa. Entender como essa doença se desenvolve, os sinais de alerta e as formas de prevenção é fundamental para proteger nossos animais e, consequentemente, a saúde pública.

O que é a Leishmaniose Visceral?

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é causada por um protozoário do gênero Leishmania, transmitido pela picada de mosquitos flebótomos infectados, conhecidos como “mosquitos-palha”. No cão, o parasita pode causar sintomas graves, como febre, emagrecimento, fraqueza, lesões na pele, problemas nos olhos e aumento do fígado e do baço. Se não tratada, a doença pode ser fatal.

A leishmaniose não é uma doença transmitida diretamente de um cão para outro, mas sim através da picada de mosquitos infectados. Esses mosquitos são atraídos pelo cão infectado e, ao picá-lo, adquirem o parasita, que posteriormente será transmitido a outro animal ou ser humano.

Sintomas: Como Identificar a Doença no Cão?

Embora a leishmaniose possa se desenvolver de forma silenciosa em alguns cães, é possível identificar sinais clínicos que indicam a presença da doença. Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

• Emagrecimento excessivo e fraqueza: Mesmo que o cão se alimente bem, a perda de peso é um sinal clássico.

• Lesões cutâneas: Feridas ou crostas na pele, especialmente ao redor dos olhos, orelhas e patas.

• Aumento do fígado e baço: Os cães afetados frequentemente têm aumento desses órgãos, o que pode ser detectado durante exames veterinários.

• Anemia: Cães com leishmaniose podem apresentar gengivas pálidas devido à diminuição dos glóbulos vermelhos no sangue.

• Problemas nos olhos: Irritação ocular, conjuntivite e secreção também são sinais comuns da doença.

Se o seu cão apresentar algum desses sintomas, é fundamental procurar imediatamente um veterinário para diagnóstico e tratamento. A leishmaniose pode ser confirmada por meio de exames laboratoriais, como sorologia, PCR ou biópsia.

Como Prevenir a Leishmaniose em Cães?

A prevenção da leishmaniose envolve principalmente o controle do mosquito transmissor, já que ele é o principal vetor da doença. Algumas medidas de prevenção eficazes incluem:

  1. Uso de repelentes e coleiras antiparasitárias: Existem produtos específicos para cães que ajudam a repelir os mosquitos. As coleiras impregnadas com substâncias que protegem contra picadas de mosquitos são uma opção comum.

2. Evitar passeios ao entardecer e à noite: Os mosquitos-palha têm maior atividade no início da noite e durante a madrugada. Limitar o tempo que o cão passa fora de casa nesses períodos pode reduzir o risco de infecção.

3. Uso de telas nas janelas e portas: Manter os cães dentro de casa durante a noite e garantir que as janelas estejam protegidas por telas pode ajudar a evitar a entrada de mosquitos no ambiente doméstico.

4. Vacinação contra a leishmaniose: A vacina contra a leishmaniose está disponível em algumas regiões do Brasil e pode ser uma alternativa importante para cães que vivem em áreas endêmicas da doença. Embora não seja 100% eficaz, a vacina pode ajudar a reduzir a carga do parasita nos cães e prevenir formas graves da doença.

5. Controle de mosquitos no ambiente: Em áreas endêmicas, é importante trabalhar no controle do vetor, como eliminar focos de água parada onde os mosquitos possam se reproduzir. A conscientização e o engajamento de toda a comunidade nesse tipo de medida são cruciais para reduzir a propagação da doença.

O Tratamento: Uma Luta Contínua

A leishmaniose é uma doença tratável, mas não curável. O tratamento envolve o uso de medicamentos específicos para controlar a infecção, aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do cão. Contudo, o tratamento é longo, dispendioso e nem sempre garante a cura completa. Em alguns casos, cães tratados podem continuar a transmitir o parasita para os mosquitos, o que torna o controle da doença ainda mais desafiador.

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Em algumas situações, a eutanásia pode ser considerada, especialmente se o tratamento não for eficaz ou se a saúde do animal se deteriorar de forma irreversível. Nesse contexto, a detecção precoce e a prevenção se tornam ainda mais essenciais.

A Leishmaniose e a Saúde Pública

Além de ser uma preocupação para a saúde animal, a leishmaniose também é uma ameaça para os seres humanos, especialmente em áreas endêmicas. A transmissão ao ser humano ocorre, assim como nos cães, através da picada do mosquito-palha. No Brasil, a leishmaniose visceral é uma doença de notificação obrigatória e um problema de saúde pública. As autoridades de saúde recomendam que o controle de cães infectados, junto com a educação da população, seja parte de uma estratégia global para reduzir a disseminação da doença.

Conclusão: A Prevenção é Fundamental

Embora a leishmaniose seja uma doença séria e potencialmente fatal, ela pode ser prevenida com ações simples, como o uso de repelentes, o controle do ambiente e a vacinação, quando disponível. A conscientização sobre os sintomas e as formas de prevenção da doença é essencial para proteger não apenas nossos cães, mas também nossa saúde e a de nossa comunidade. Em última análise, a leishmaniose é um exemplo

claro de como a saúde animal e a saúde pública estão interligadas, e como a responsabilidade de cuidar do bem-estar dos nossos animais de estimação também pode ser um passo importante para preservar a saúde de todos.

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