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Serra, 19 de novembro de 2018

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Serra, 30 de Janeiro de 2018 às 16:11

Assaltos e falta de sinalização prejudicam turismo no Mestre Álvaro


O local é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e possui 833 metros de altitude. Foto: Ong Amigos do Mestre Álvaro

Ana Paula Bonelli

Assaltos e falta de sinalização. Estas são algumas das principais reclamações dos ativistas e guias que promovem subidas ao topo do monte Mestre Álvaro, na Serra. O local é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e possui 833 metros de altitude.

O guia e ativista ambiental, Junior Nass conta que em 2017 os assaltos pararam de acontecer, mas que somente este ano já foram três na trilha Norte, que tem início na Serra-sede. “Em 2015, foram dezesseis assaltos e 2016 cerca de 23. Em 2017, tivemos subidas bem tranquilas, agora em 2018, voltamos a ter problema com esse tipo de situação”.

Nass reclama da falta de policiamento, tanto da Polícia Militar, quanto da recém-criada Guarda Municipal Ambiental. “Não precisa fazer ronda ali o dia inteiro não, tem que ser principalmente no final de semana. Só ir pela manhã até às 9 horas quando a galera tá subindo e por volta das 16h e 17h que o pessoal da descendo. São nesses horários que o bicho pega. Os assaltos acontecem dentro da APA, uma área que é de responsabilidade da Prefeitura”, detalha.

Junior disse ainda que a recomendação dos guias é evitar subir pela trilha norte da Serra-sede.

Outra reclamação são os constantes casos de pessoas perdidas na mata. “Não existe sinalização, não tem melhorias nas trilhas, a escadinha no topo não tem segurança. Se escorregar ali já era”, queixa-se Junior. “Algo precisa ser feito para melhorar o acesso ao monte. É um ponto turístico, o município precisa ter mais cuidado com o Mestre”.

Bismark Alves Ferreira, popularmente conhecido por Bismark Jardineiro, presidente da ong Amigos do Mestre Álvaro, reforça que a dica é não passar pela trilha Norte enquanto a segurança não existir no local. “Nesses assaltos acontecidos nos dias 21, 24 e 27 cerca de 20 pessoas foram assaltadas. Isto tudo em uma semana. Precisamos que a Guarda Ambiental ajude a monitorar a área para evitar este tipo de problema. Sem segurança a galera pode voltar sem seus pertences”, reclama.

O ativista cobra ainda a aprovação do Plano de Manejo. “Estamos esperando ser aprovado. Se isso acontecer já vai melhorar. Basta colocar em prática o que está descrito ali dentro”.

A Polícia Militar disse que viaturas realizam o patrulhamento ostensivo na região da trilha Norte e que em horários estratégicos há reforço nas ações com abordagens e rondas por meio da patrulha rural. Vale destacar que antes de fazer as trilhas, as pessoas devem conhecer o trajeto, evitar caminhar nestes locais à noite, sempre estar em grupo e a qualquer atitude suspeita, acionar uma viatura pelo telefone 190.

Já a Prefeitura da Serra foi acionada e disse que a Secretaria de Meio Ambiente realizou a contratação de empresa especializada objetivando a elaboração de projeto de sinalização turística, de melhorias aos acessos às trilhas e a elaboração de um guia com a identificação das potencialidades turísticas da Unidade de Conservação.

Com relação aos assaltos, esta Secretaria solicita apoio à Polícia Militar quanto à intensificação das ações nos horários de subida e descida da trilha, principalmente aos finais de semana e feriados.

As subidas, quando solicitado o apoio da Semma com antecedência, têm o apoio da Guarda Municipal.




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