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Serra, 4 de janeiro de 2019 às 8:59

Ativistas dizem que descarte de esgoto aos pés do Mestre Álvaro foi estancado

Por Gabriel Almeida
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Esgoto extravasou de caixa direto nos alagados no mês de dezembro. Foto: Divulgação Rafael Apelfeler

O lançamento de esgoto que gerou espuma nos alagados do Mestre Álvaro e muita polêmica após divulgação de vídeo foi estancado. É o que afirmam os ativistas Júnior Nass e Asaf Magnago, ambos da Ong Guardiões do Mestre Álvaro e responsáveis pelo denúncia feita em dezembro.

Segundo Júnior, o problema foi resolvido no último dia 27 de dezembro. A polêmica em torno do caso foi por conta do esgoto estar vazando da Estação de Tratamento de Jardim Tropical, operada pela Cesan / Ambiental Serra, que cobra 80% a mais na conta de água para prestar o serviço de tratamento de esgoto à população.

O problema identificado por Nass foi próximo às torres de Furnas, aos pés do Mestre Álvaro. Segundo o ativista, que fez a denúncia no início de dezembro, aparentemente a estação não estava funcionando de forma adequada e o esgoto lançado nos alagados parecia não tratado.

“A água que descia da estação estava muito fedida e provocava espuma nos alagados, um local sensível que serve de abrigo para espécies nativas da fauna e da flora, alguma delas ameaçadas de extinção”, pontua o ativista.

A reportagem procurou a Cesan/Ambiental Serra e a empresa disse através de nota que o esgoto gerado nos imóveis da região é coletado e enviado para a Estação de Tratamento de Furnas. O efluente tratado proveniente desta Estação é canalizado em direção ao Canal dos Escravos, dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama – resolução 430/2011).

Informou ainda que a região do alagado recebe esgoto bruto dos imóveis não ligados à rede de coleta e tratamento, e há ainda a decomposição da vegetação que existe no local, que tem característica de mangue.

 

Dejetos de presídio e da Sede também poluem alagados

Os alagados do entorno do Mestre Álvaro também recebem esgoto do Centro de Detenção Provisória do Queimado. A denúncia foi feita pelo ativista Edson Reis, que gravou vídeo mostrando a situação em setembro do ano passado.

Na época, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) negou que o esgoto viesse do presídio, apesar de não haver nenhum outro imóvel nas proximidades. No entanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Serra (Semma) confirmou que o esgoto é do presídio e notificou a Sejus a resolver o problema.

Além de toda essa sujeira, os alagados do Mestre Álvaro também são impactados por esgoto vindo do Canal dos Escravos e do córrego Garanhuns, que desce da região da Serra-Sede em direção ao pólo industrial Piracema. 

 




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