Serra, 25 de abril de 2017

Portal Tempo Novo - O Portal da Serra, ES

O Nó da Gravata

por Conceição Nascimento

Baianinho, o imperador

Além de dizer que Hartung, alcunhado por alguns como imperador, recebeu mais de R$ 1 milhão em repasses indevidos para as eleições de 2010 e 2012, o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, afirmou que o governador era o responsável por coordenar as arrecadações de campanhas eleitorais. “Tendo em vista os interesses econômicos em novos projetos, foram feitas doações para Paulo Hartung e seu grupo político” disse Benedicto. Hartung figura nas planilhas da Odebrecht com o codinome de “baianinho”.

Operação Abafa I

Em apoio ao governador, nesta segunda-feira (17), vários dos empresários capixabas mais graúdos, estiveram na sede do Palácio Anchieta para se reunirem com Hartung. Parece controverso, logo os empresários saírem em defesa dessa forma, uma vez que pesa sobre o governador acusações de corrupção envolvendo uma empresa e seus executivos que teriam interesses econômicos no ES.

Operação Abafa II

Também na segunda feira, o governador se reuniu com 20 dos 30 deputados estaduais. Incluindo os dois da Serra, Bruno Lamas (PSB) e Jamir Malini (PP). Na pauta, estava a estratégia da base governista para lidar com a oposição depois da divulgação dos conteúdos de delação. A estratégia parece ser simplesmente: não tocar no assunto e evitar cair na provocação dos deputados de oposição.

Cesan e Odebrecht

Mas como já era de se esperar, o deputado Sérgio Majeski (PSDB), um dos mais afiados opositores de Hartung, não deixou de esbravejar. Majeski defende a apertura da CPI da Cesan, e jogou no ar, que o atual diretor da empresa, Pablo Andreão, já ocupou a cadeira de diretor de Meio Ambiente da Odebrecht no ES, e isso, seria um ponto a mais para investigar a companhia.

Italiano I

Outro que caiu na vala da Odebrecht foi o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). Audifax apareceu na planilha da Odebrecht com codinome de “Italiano”, segundo o documento, o prefeito teria sido supostamente beneficiário de doações eleitorais irregulares na ordem de R$ 100 mil em 2012. Na Câmara da Serra, durante esta semana, o assunto foi tratado com muito cuidado pelos vereadores, mesmo a oposição preferiu não fazer muito estardalhaço sobre o acontecimento.

Vereador amedrontado

Falando na Câmara da Serra, as sessões ordinárias continuam funcionando às 16h das segundas e quartas-feiras. Normalmente, teriam que ocorrer às 18h, mas desde a crise na segurança pública no ES, em fevereiro deste ano, os vereadores passaram para este horário mais cômodo, sob o argumento da violência.

Vereador apertado

Como a janela para mudar de partido no ano que vem é só para deputados estaduais e federais, vereadores que almejam uma cadeira na Assembleia Legislativa terão que disputar a eleição nos seus atuais partidos ou ‘arrumar’ uma briga e tentar na Justiça Eleitoral mudar de partido sem perder o mandato. Nacib Haddad e Geraldinho PC (Ambos PDT) não vêm escondendo o interesse de estar em uma sigla que lhe dê melhores condições de disputar a eleição para estadual.

Tô fora… ou dentro?

Com o senador Ricardo Ferraço (PSDB) sendo investigado pela Lava Jato, o colega e também senador Magno Malta vai manter a dobradinha que tem feito com Ferraço na “Caravana da Vida”, que tem percorrido o ES?

Levada de lavada
No último domingo (09), depois de um ano de muita confusão, a eleição da Federação das Associações de Moradores da Serra (Fams) chegou ao fim. A Chapa 1, liderada pelo sub-secretário de Direitos Humanos,  Jean Cassiano, levou 70% dos votos válidos (281 contra 121 votos). Porém, já que o preenchimento das vagas dentro da Fams é pela proporcionalidade, a Chapa 2 conseguiu eleger 6 membros, o que correspondente a 30% das vagas.

Aqui conselho é bom
Agora, a próxima etapa na Fams é a disputa interna para decidir sobre a ocupação de cadeiras nos conselhos da Prefeitura. A Federação ocupa cadeiras (as vezes mais de uma) em todos os conselhos da cidade e estima-se que 90% das vagas destinadas à Federação terão mudança. Será decidido por colegiado, os candidatos a conselheiros são os próprios delegados de bairros, incluindo os novos membros da diretoria da Fams. Entre os conselhos mais visados, estão o de Meio Ambiente, Educação, Saúde, Habitação, Desenvolvimento Econômico e o Conselho da Cidade.

Fênix petista I
Aconteceu também no último domingo (09), a primeira etapa das eleições internas do PT. O deputado federal Givaldo Vieira largou na frente. Com 2.648 votos, a chapa “Para Voltar a Sonhar” obteve a maior votação. Já a chapa “Construindo um Novo Brasil – CNB”, encabeçada pelo deputado estadual Nunes fez 1.477. A “Alternativa para o Espírito Santo”, representada pelo ex-prefeito de Vitória, João Coser, recebeu 1.039 votos, enquanto a Chapa “Militantes pela Reconstrução” alcançou 54 votos. Lembrando que esses votos serão computados para a formação dos delegados, que serão os responsáveis pela escolha do diretório estadual no inicio de maio.

Fênix petista II
Nas redes sociais, Givaldo comemorou a votação. “Vamos juntos, unindo todo o PT, pra fazer do ES o ponto de partida para a candidatura do presidente Lula em 2018!”. Além dos delegados, também houve a votação para escolha dos dirigentes municipais. Aqui na Serra, por 322 contra 320 votos, a turma do vereador Aécio Leite levou a melhor e elegeu Miguel Junior para a Presidência. Na eleição estadual, Givaldo deve enfrentar a dobradinha Coser/Nunes para a presidência do PT capixaba.

Se a canoa não virar
Com a baixa votação da chapa de João Coser, já especula-se que o ex-prefeito poderá se unir ao deputado Nunes, mas diferente do que vinha sendo colocado, o candidato seria Nunes, e não Coser. Lembrando que Nunes também é um ferrenho defensor da permanência do PT na base de apoio do governador Paulo Hartung (PMDB).

Aécio Neves no PT
Por falar no vereador Aécio Leite (PT), no inicio da semana, durante a audiência promovida pelo deputado Sérgio Vidigal (PDT), na Câmara da Serra, para debater a concessão da ECO-101, Vidigal se confundiu ao chamar o vereador petista e disse ao microfone, “com a palavra o vereador Aécio Neves”. A galeria caiu na gargalhada.

Vandinho no vácuo de Vidigal
E já  falando em Vidigal também, nos bastidores da política, comenta-se que o ex-prefeito deu um tempo no trabalho de oposição ao prefeito Audifax Barcelos (Rede). Além das atribuições em Brasília, Vidigal estaria fazendo um trabalho no interior, que demanda tempo e articulação. Como isso, o secretário de Estado, Vandinho Leite (PSDB) assumiu de vez o papel de articulador de oposição na Serra. Vandinho vem atuando nos bastidores, embolando o meio de campo, seduzindo lideranças que antes estavam com a turma de Audifax e promovendo duras críticas a gestão do prefeito.

Cheque em branco?

Na última segunda-feira (03) o prefeito Audifax Barcelos (Rede), convocou todos os 23 vereadores para comparecerem ao seu gabinete. Na pauta, a apresentação do Projeto de Lei (PL) que regula as parcerias público-privadas (PPP’s). Para alguns vereadores que estiveram na reunião, aprovar um único projeto para todas as futuras PPP’s, ao invés de um PL específico por PPP, significaria dar “cheque em branco” para o Executivo.

Contornômetro no Hartung

O deputado estadual Bruno Lamas (PSB), segue a todo vapor na condição de oposição ao Palácio Anchieta. No final da semana passada o político serrano lançou o “contornômetro”, que tem como função contar os dias sem que as obras do Contorno do Mestre Álvaro tenham começado, desde a ordem de serviço do dia 18/12/2014. Até essa sexta-feira (07), segundo o contornômetro de Bruno, já são 840 dias.

Rose, a forte I

A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) foi indicada nesta quarta-feira (5) pelo líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), para assumir a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO). A reunião para eleição da senadora capixaba será na próxima terça-feira (11), às 14h30. Esta Comissão é uma das mais importantes no Congresso Nacional, entre outras atribuições, é de responsabilidade examinar e emitir parecer sobre as contas prestadas pelos poderes da República. A senadora já presidiu esta comissão em 2015.

Rose, a forte II

O fortalecimento do nome de Rose no cenário Nacional rebate diretamente na eleição de 2018, uma vez que a senadora sonha com a cadeira de governadora. Além disso, fortalece os políticos que vêm orbitando em torno dela, caso este do ex-governador Renato Casagrande e do prefeito da Serra Audifax Barcelos. Lembrando que Rose e Hartung são vistos como desafetos políticos.

Guto do PP e a Rede

Uma orientação nacional da Rede Sustentabilidade é fazer o maior número de deputados Federais na eleição de 2018, além de eleger Marina 
Silva para presidência. O prefeito Audifax Barcelos, naturalmente, foi escalado para esta articulação aqui no ES. Aqui na Serra, dois nomes vêm recebendo forte assédio. Um é o vereador Guto Lorenzoni, que para isso teria que deixar o PP, partido pelo qual começou sua militância política e onde desfruta de situação bastante tranquila. Guto não vem demonstrando muito entusiasmo não, mas se o prefeito insistir…

Malini do PP e a Rede

O outro nome é o deputado estadual Jamir Malini, também do PP. O argumento é de que no partido da Marina, o prefeito Audifax fica mais a vontade para pedir voto para a reeleição do deputado. Pelo visto Malini não está querendo misturar as estações: no âmbito municipal ele é Audifax, mas no âmbito estadual ele é Paulo Hartung (PMDB). Malini na Rede parece bem distante para o cenário político.

Triunvirato serrano

A turma da política local já percebeu a formação de um grupo composto por três secretários municipais, que alternam almoços em restaurantes do entorno da Prefeitura com encontros noturnos em Vitória. Já percebeu também os interesses comuns que os unem, uma vez que as pastas que dirigem se completam. Para essa turma do bastidor, é bom os três ficarem de olhos abertos e não forçarem a barra para atropelar procedimentos e as leis. As paredes da Prefeitura têm olhos de lince e ouvidos de morcego.

Recado do xerife

O delegado da Polícia Federal Márcio Adriano Anselmo já está a postos na Corregedoria da Polícia Federal no Estado. Ele, que integrou a investigação inicial do esquema de corrupção na Petrobras, a famosa Operação Lava Jato, já chegou mandando aviso numa entrevista a uma rádio. Disse que está de olho em casos que produzem danos para a sociedade, como os grandes devedores fiscais.

Sem Amunes…

Após a chapa do prefeito Audifax (Rede) na eleição da Amunes ser desarticulada pelo Palácio Anchieta, uma nova eleição tem tomado o tempo do prefeito serrano. Segundo os bastidores políticos da Serra, o prefeito está mais ligado do que nunca na eleição da Fams (Federação das Associações de Moradores da Serra).

… agora é Fams

Inclusive o prefeito já teria escalado o seu time de primeiro escalão para fazer a interlocução com os delegados dos bairros que irão votar no próximo dia 09 de abril. Há duas chapas no páreo, uma encabeçada por aliados do prefeito e outra por membros da oposição, com fortes movimentações de Vandinho Leite (PSDB), recém-nomeado Secretário de Estado pelo governador Hartung.

Voto petista dobrado

Uma outra eleição que vem pegando fogo é a do PT, para escolha da direção municipal, que ocorrerá no dia 09, simultaneamente a eleição da Fams. Mas os petistas ligados ao movimento popular não precisam se preocupar, pois poderão estar presentes nas duas eleições, já que ambas serão em Laranjeiras em locais vizinhos de muro. A da Fams será na sede da Associação de Moradores de Laranjeiras, e do PT no centro de convivência. Lembrando que o PT segue dividido, mas com inclinação maior à turma de Audifax, para a eleição da Fams.

Em briga de vereador…

Outra disputa foi a de Barcelona. Ocorrida no último domingo (26), a eleição definiu os membros que irão comandar a associação de moradores do bairro. O pano de fundo é a rivalidade local entre os vereadores Alexandre Xambinho (Rede) que apoiou Anderson Banesfácil para presidente e Basílio da Saúde (Pros) que ficou com Carlinhos Pé Sujo, atual presidente do bairro.

… ganha quem vai de pé sujo

A eleição foi coberta de desavenças, inclusive havendo até um caso de agressão ao vereador Xambinho durante uma das assembleias. O placar ficou apertadíssimo, por 20 votos a turma de Basílio levou a melhor (603 contra 583 votos). Detalhe:

Botaram Lamas no chope

Xambinho fez aniversário na segunda-feira (27), um dia depois de perder a eleição de Barcelona e essa derrota irritou muita gente, como o prefeito Audifax, que vê em Xambinho um dos seus aliados mais fiéis e fortíssimo candidato pela Rede a deputado estadual. Nos bastidores, comenta-se que entre os “culpados”, estaria o deputado Bruno Lamas (PSB) e o vereador Miguel da Policlínica (PTC). Ambos teriam articulado uma terceira chapa em comum acordo com Basílio. Esta chapa colocou no bolso 188 votos, dividindo o eleitorado com a turma de Xambinho.

A ordem é malhar para a urna

O que todas essas eleições têm em comum? 2018. Todos esses eventos fazem parte da corrida para políticos e partidos ficarem musculosos para a eleição de 2018. Esse ano é para ocupar os maiores espaços. Já foi dada a largada.

Entre a cruz e a procuração

Circula nos bastidores que o novato vereador, Robinho Gari (PV), deu uma procuração ao seu chefe de gabinete, identificado por Pastor Jorge, dando amplo direito a ele para exercer o mandato do referido vereador. Inclusive até mesmo o direito de votar no plenário em nome de Robinho. Se é verdade ou não, ainda não há comprovação, mas o burburinho é forte. A tal procuração não chegou à Câmara, e o vereador Robinho negou veemente. Lembrando que legalmente, caso a procuração apareça, não tem valor. 

Hartung X Rose I

“Quem destrava dinheiro da União para os municípios capixabas é a senadora Rose de Freitas (PMDB), e não o governador Paulo Hartung (PMDB)”. Este parece ser o recado endereçado aos prefeitos capixabas que irão votar na eleição da Amunes na próxima terça-feira (28). Isso porque esta semana, por intermédio de Rose, os prefeitos de Viana, Serra e Vila Velha estiveram em Brasília com o presidente Michel Temer (PMDB), a reunião redundou em mais recursos federais para obras nestas três cidades.

Hartung X Rose II

Marcada para a próxima terça-feira (28), a eleição da Amunes coloca em lados opostos duas chapas, uma ligada a Rose de Freitas e encabeçada pelo prefeito de Viana, Gilson Daniel (PV) e da Serra, Audifax Barcelos (Rede). A outra, com DNA do Palácio Anchieta, tem o prefeito de Linhares Guerino Zanon (PMDB) como presidente. A eleição será por voto secreto, um fator que pode ser decisivo, pois, evita a retaliação à prefeitos.

Anchieta? Eu não…
Em uma reflexão dos nomes que têm à disposição em seu grupo para disputar a sua sucessão, o governador Paulo Hartung (PMDB) teria sondado o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) para ser o candidato a governador. Segundo fontes próximas ao governador, Vidigal teria declinado da ideia e mantido a sua disposição de buscar a reeleição. Vidigal inclusive vem falando que o quadro em Brasília está tão confuso e que as candidaturas à presidente da República poderão dificultar muitas alianças nos estados. Um dos exemplos citados é o do próprio PDT, que terá Ciro Gomes como o seu candidato a presidente.

Começo do fim do emprego?
Falando em Vidigal, na última quarta-feira (22), o deputado votou contra o projeto que libera a terceirização de contratações em todas as atividades, porém, a proposta foi aprovada (231 votos contra 188) e segue para sanção presidencial. Além de Vidigal, mais quatro deputados capixabas também se posicionaram contrários à matéria: Evair de Melo (PV), Givaldo Vieira (PT), Helder Salomão (PT) e Jorge Silva (PHS). Já os deputados Lelo Coimbra (PMDB), Marcus Vicente (PP) e Carlos Manato (SDD) votaram pela aprovação da proposta.

Agora é na Justiça
Um oficial de Justiça esteve na Câmara da Serra nesta quarta-feira (22), com uma convocação para os vereadores Neidia Maura (PSD), Adriano Galinhão (PTC) e Alexandre Xambinho (Rede). Os três devem ser ouvidos pela juíza Telmelita Guimarães para prestar esclarecimentos que serão anexados à ação movida pelos colegas Pastor Aílton (PSC), Nacib Haddad (PDT), Fábio Duarte (PDT) e Aécio Leite (PT), que pedem a anulação da sessão do dia 01 de janeiro, quando foi eleita a atual Mesa Diretora da Casa.

Livre, leve e solto
Por falar em Pastor Ailton, o seu posicionamento independente na Câmara parece ter incomodado a colega de plenário e de partido, Quelcia Fraga, que migrou para o bloco de apoio do prefeito Audifax Barcelos (Rede) nos primeiros dias de mandato. A vereadora procurou a direção estadual da legenda para pedir que intervisse junto ao colega Pastor Aílton para que este fosse mais moderado nos discursos e adotasse uma postura menos crítica em direção ao Executivo. Ocorre que o pastor é presidente do PSC na Serra e a direção estadual informou que o parlamentar tem liberdade para se posicionar da forma que acreditar ser melhor ao seu trabalho de legislador.

É tudo meu I

Depois de mais de três meses percorridos em 2017, o prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) finalmente definiu o vereador líder do Governo na Câmara. O escolhido foi Guto Lorenzoni (PP). O líder do governo é responsável por articular a base aliada e fazer fluir as pautas de interesse do Executivo.

É tudo meu II

Após três anos de uma verdadeira guerra política na Câmara da Serra, ao que tudo indica, o prefeito conseguiu formar um grupo bastante favorável à sua gestão. Escolher o líder do governo três meses depois da abertura dos trabalhos legislativos parece ser um luxo para poucos.

Cova capixaba I

Nesta terça-feira (07), os deputados estaduais aprovaram a abertura da CPI do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias). Segundo os parlamentares, a movimentação tem o objetivo de apurar denúncias de irregularidades sobre o fim do fundo que ocasionou em perdas milionárias e quebradeiras para o ES.

Cova capixaba II

A CPI terá sete parlamentares e prazo de 90 dias para apurar as denúncias. O grupo terá como base a delação do ex-diretor da Odebrecht, Claudio Melo Filho, à Operação Lava Jato. Segundo consta, a empresa pagou cerca de R$ 4 milhões a senadores para garantir a aprovação do Projeto de Resolução 72/2010, que uniformizava a alíquota de importação do ICMS.

PT I: salvar o moribundo

O deputado federal e candidato a prefeito da Serra nas eleições de 2016, Givaldo Viera, entrou de vez na campanha eleitoral interna do PT. Após registrar a chapa “Para Voltar a Sonhar”, Givaldo vem fazendo campanha pelo Estado todo, atrás de articular as chapas municipais e as chapas de delegados que serão eleitos em 09 de abril. Conseguindo isso, Givaldo tem condições de entrar forte na eleição estadual, já que serão estes delegados eleitos os responsáveis pela escolha do presidente estadual no inicio de maio.

PT II: o inimigo é PH

Em nível nacional, um dos cabos eleitorais de Givaldo que inclusive deve vir a Serra, é o senador Lindbergh Faria. O senador também é candidato pelo mesma corrente de Givaldo à presidência nacional do partido. Nas redes sociais, Givaldo, Helder e Lindbergh teceram críticas ao governo Hartung, deixando claro que a principal bandeira de campanha é fazer oposição ao governador. Nas palavras do senador: “Nós sabemos que Hartung não é nosso aliado, é inimigo do nosso projeto, logo, fazer Givaldo presidente do PT no ES é ter um partido combativo, com isso ajudaremos a colocar Lula novamente na presidência da república”.

Até tu Vidigal?

Com três deputados na bancada, o PDT parece dividido em relação ao Governo do Estado, que, aliás, vem vivenciando uma crescente oposição na Casa. O deputado Rodrigo Coelho, que já compôs a equipe de Governo, estaria na base de apoio a Hartung e se negando a ingressar no bloco de oposição. Já Euclério Sampaio e Da Vitória têm perfil mais crítico sobre o Palácio Anchieta. Esta semana, o presidente da sigla, Sérgio Vidigal subiu Da Vitória como líder do partido na Casa, o que na pratica dá ao deputado mais tempo na tribuna da Assembleia. “Minha posição é de independência, resumiu Da Vitória quando questionado sobre o assunto”.  

E agora Bruno?

De estadual para federal. Cresce a pressão sobre Bruno Lamas (PSB) para que o político serrano abra mão de disputar a reeleição à Assembleia Legislativa e venha na condição de candidato a uma vaga na Câmara Federal em 2018. Ao que tudo indica, essa pressão vem de dentro e fora do partido. Segundo fontes ligadas ao deputado, isso tem deixado Lamas em dúvida sobre sua posição na disputa de 2018.

 E agora Bruno? II

Essa pressão sobre Bruno se deve a possibilidade do deputado federal Paulo Foletto (PSB), por motivos pessoais, não tentar a reeleição. Com isso, abriria um vácuo no PSB. Porém o próprio Bruno já disse que Brasília não estaria em seus planos, pois largaria uma candidatura a estadual com grande chance, além de ficar longe da Serra, sua base eleitoral e cidade que ele pretende disputar a vaga de prefeito em 2020. Lamas chegou até tentar colocar sua mãe, a secretária de Educação e vice-prefeita da Serra, como um dos nomes do partido, mas houve recusa de Márcia.

 E agora PSB?

Existe uma leitura dentro do PSB, que com uma eventual saída do páreo de Foletto, Bruno seria o candidato natural ao posto de federal.  As contas partem do principio que Lamas na condição de candidato número um do partido teria cerca de 40 mil votos apenas com a estrutura que dispõem o PSB no estado, entre vereadores, prefeitos e lideranças. Com isso, Bruno teria que correr atrás de mais 40 mil votos para garantir a eleição.

 Audifax gosta

O prefeito Audifax Barcelos (Rede) seria um dos mais interessados que Bruno Lamas vá para Brasilia, pois acomodaria melhor os vários nomes que orbitam em seu staff e esperam seu apoio para estadual em 2018, como o atual deputado Jamir Malini (PP) e o vereador Alexandre Xambinho (Rede). Além disso, com Bruno vindo para federal, rivalizaria o eleitorado da Serra com o atual deputado e inimigo político de Audifax, Sérgio Vidigal (PDT).

 No tapetão

Esta semana quatro vereadores da Serra entraram com uma ação na Justiça para que seja anulada a sessão realizada no dia 1º de janeiro, que elegeu e deu posse à Mesa Diretora da Casa. A ação tramita na Vara dos Feitos da Fazenda Pública da Serra. Os vereadores argumentam que houver irregularidade na sessão.  Os autores da proposta são os vereadores Pastor Ailton (PSC), Nacib Haddad (PDT), Aecio Leite (PT) e Fábio Duarte (PDT).

 Na caldeira

Segundo informações de bastidor, os vereadores de oposição defendem até um nome para a presidência: Rodrigo Caldeira (Rede). Rodrigo é visto como um nome de consenso, e contemplaria os interesses de governista e oposição. Mas isto está longe de ser definido. Caso vá para frente esta ação promete causa muita discórdia. O que já é visto como normal na Câmara da Serra, que vem sofrendo de instabilidade política há mais de três anos.

Mais dinheiro para cidade com aproximação de Audifax e Rose 

Parece que a relação entre o prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) e a senadora Rose de Freitas (PMDB) anda muito boa. Nesta quinta-feira (09), foi assinada a ordem de serviço que autoriza o início das obras do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE), no bairro Vila Nova de Colares. A obra, será financiada pelo Ministério do Esporte, está orçada em R$ 4 milhões e o recurso foi destravado com atuação da senadora Rose junto ao ministério.

Este foi mais um socorro de Rose para destravar recursos federais para a Serra. Há duas semanas Audifax conseguiu antecipação de royalties na ordem de R$ 100 milhões para os próximos 4 anos, também por intermédio da senadora.

 Ensaio de oposição a Hartung na Assembleia

Com uma oposição tímida nos primeiros dois anos, o governador Paulo Hartung (PMDB) deve enfrentar uma Assembleia Legislativa mais fragmentada. Um bloco de oposição começa a se formar. Além do tucano Sergio Majeski, somaram-se os socialistas Freitas e Bruno Lamas, correligionários de Renato Casagrande.

O ex-presidente da Assembleia e raposa política, Theodorico Ferraço também vem tendo desencontros com a turma de Hartung. O deputado Josias da Vitória (PDT), que saiu muito “machucado” desta crise na segurança pública capixaba e o imprevisível Euclério Sampaio (PDT), também podem estar nesse pacote. Se este bloco de oposição vai vigorar, isso ninguém sabe. Cenas para os próximos capítulos.

Prévia da disputa ao Governo em 2018

A eleição na Amunes (Associação dos Municípios do ES) vem esquentando os bastidores políticos. A instituição é estratégica para os interesses do Palácio Anchieta, pois a Amunes é responsável por fazer a interlocução com os 78 municípios junto ao Estado.

Estão cotados os prefeitos: Juninho (PPS) de Cariacica; Guerino Zanon (PMDB) de Linhares; Neto Barros (PCdoB) de Baixo Guandu; e Gilson Daniel (PV) de Viana.

A boca miúda, fala-se que a disputa pode degringolar para um cabo de força entre o governador Paulo Hartung e o ex, Renato Casagrande. Segundo pessoas próximas, Audifax Barcelos, prefeito da Serra, não pretende apresentar uma chapa, e por hora, não pretende apoiar publicamente nenhum nome.

Aílton, o novo Gideão I

O vereador novato, Pastor Aílton (PSC), vem cumprindo o papel de oposição na Câmara da Serra. Em todas as sessões, o parlamentar sobe a tribuna da Casa e faz críticas de todos os gêneros a gestão do prefeito Audifax Barcelos (Rede). Nos corredores da Câmara, o vereador vem sendo visto como o novo Gideão Svensson (PR).

Aílton, o novo Gideão II

Gideão que concorreu a prefeitura em 2016, ficou conhecido pela sua posição de oposição sistemática em relação à Audifax. O ex-vereador chegou a sair dizendo por aí que Audifax pediu a sua prisão, numa ação judicial, devido a suas posições na tribuna da Câmara. Verdade seja dita, tanto o vereador Aílton quando Gideão tem em comum, ambos apoiaram o deputado federal Sérgio Vidigal nas eleições de 2016.

A fúria da capital secreta I

Amargurado com o movimento do Palácio Anchieta, que coincidiu com a consolidação do nome do deputado Erick Musso (PMDB) rumo à presidência da Assembleia Legislativa, o veterano Theodorico Ferraço (DEM), vem cada vez mais se posicionando de forma crítica à gestão de Hartung. Após ter o pedido negado pela base governista para realizar uma sessão especial para debater a crise na segurança pública capixaba, o deputado realizou uma audiência pública, por conta própria em sua base eleitoral, Cachoeiro de Itapemirim, a “capital secreta do mundo”.

A fúria da capital secreta II

A audiência ocorreu na sexta-feira (24) de carnaval. Participaram do evento, a deputada federal e esposa de Theodorico, Norma Ayud (DEM), o prefeito de Cachoeiro, Vitor Coelho (PSB), alguns vereadores e lideranças empresariais. Será que a data foi para afogar as mágoas após o evento?

Tchau Banestes? I

Com o arrocho financeiro na prefeitura da Serra e a necessidade de fazer caixa, algumas medidas vêm sendo tomadas. Para isso, uma liderança muito forte da Serra, disse esta semana que o prefeito Audifax Barcelos está estudando a possibilidade de leiloar a folha salarial da prefeitura da Serra. Com cerca de 10 mil servidores, a prefeitura da Serra gastou em torno de R$ 567 milhões com pessoal entre agosto de 2015 a agosto de 2016. Sendo a segunda maior folha de pagamento do estado, ficando atrás apenas da capital Vitória.

Tchau Banestes? II

Atualmente, a folha de pagamento da prefeitura é gerenciada pelo banco Banestes. Este tipo de operação interessa aos bancos, pois eles compram folhas com milhares de novos correntistas, que poderão usar seus serviços e efetuar pagamentos por eles. Em setembro de 2005, o então prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), vendeu para o banco Itaú a folha de pagamento da prefeitura, por R$ 510 milhões. No inicio ano passado, a prefeitura de Vitória abriu pregão eletrônico para venda da folha, esperando arrecadar cerca de R$ 23 milhões. Mas a operação foi suspensa pelo Tribunal de Conta do ES.   

Em ascensão

Na última quinta-feira (02), o deputado estadual com domicílio eleitoral na Serra, Jamir Malini (PP), comemorou 49 anos. Jamir, que nasceu no distrito de Sapucaia, cidade de Marilândia, próxima a Colatina, mudou-se para o município da Serra em 1979. Foi deputado estadual na última legislatura, voltou agora para a Assembleia e já virou vice-líder do governo Hartung na Casa de Leis.

 

Rumo à guerra I

Esta semana os servidores municipais da Serra tiveram a primeira assembleia do recém-criado Movimento Unificado dos Servidores Públicos (Musp) da Serra. A entidade é formada por 11 sindicatos de categorias que atuam no município, incluindo entidades ligadas à área da saúde e educação. O movimento tem objetivo de fortalecer os servidores para enfrentar as mudanças aprovadas na Câmara de Vereadores em 13 de janeiro e que reduz uma série de benefícios e gratificações. A proposta foi de autoria do prefeito Audifax Barcelos (Rede).

Rumo à guerra II

Durante a assembleia, ficou decidida uma paralisação geral dos servidores marcada para o próximo dia 8 de março. Haverá também um ato em frente ao Centro Comunitário de Laranjeiras. Os servidores prometem muito barulho e devem distribuir panfletos e confeccionar cartazes com foto dos vereadores que votaram a favor do projeto. Além disso, a orientação é que os servidores compareçam com camisas pretas.

Em cadeia I

As prisões de Anderson Pedroni, ex-prefeito de Fundão, Flávio Serri, que ocupa um cargo de direção na Câmara da Serra, e de um empresário da cidade, pegou muita gente de surpresa. Porém, a conversa que circulou nos bastidores da Câmara ontem, durante a sessão solene na última quarta-feira (22), era de que os três envolvidos já tinham informação de uma possível prisão, inclusive até já teria sido expedido três habeas corpus preventivos caso a prisão se concretizasse.

Em cadeia II

Outra informação que circulou muito nos corredores do Legislativo serrano, foi a de que os três envolvidos já vinham sendo monitorados pela justiça desde setembro. Desde que as prisões foram decretadas na manhã de terça-feira (21), muitos vereadores da Serra ficaram incomunicáveis ao telefone, inclusive alguns deles arrumaram até um segundo número para se comunicar. Não há dúvida que o fato, mesmo aparentemente não tendo uma conexão com a política da Serra, mexeu com os ânimos dos parlamentares. O clima nos corredores, antes e durante a sessão era tenso e coberto de conversas ao pé do ouvido entre os vereadores.

Fams em 2º turno

Quase um ano depois, o imbróglio envolvendo a eleição da direção da Federação das Associações de Moradores da Serra (Fams) parece que deve ter um fim. Isso porque, na última terça-feira (21), o colegiado da Fams decidiu por uma nova eleição, marcada para o dia 25 de março. Desde abril de 2016, as duas chapas que empataram em 171 votos cada, vêm batendo cabeça sobre o critério de desempate, inclusive recorrendo à justiça. A Fams é a entidade que representa o movimento popular da Serra e faz a interlocução com mais de uma centena de associações de bairros, além de participar das definições do orçamento participativo.

Derrota

As chapas que empataram têm em seus membros, lideranças ligadas ao prefeito Audifax Barcelos (Rede) e ao deputado federal Sérgio Vidigal, respectivamente. Na análise de muitos, só foi possível chegar a um acordo, devido ao enfraquecimento do grupo político do deputado federal Sérgio Vidigal, após sair derrotado das eleições de 2016.

Ajuda

Presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB) está mobilizando segmentos organizados e instituições para uma reunião na Assembleia Legislativa (Ales), no próximo dia 08 de março, às 18h30. O objetivo é discutir os impactos da crise na segurança pública no Estado, na economia capixaba, especialmente entre os pequenos e micro empreendedores.

Ajuda II

Entre os convidados estão a Fecomércio-ES, Banestes, Associação dos Empresários da Serra (Ases), Clube de Dirigentes Lojistas (CDL), Findes e outras entidades.“Vamos dar as mãos àqueles que geram oportunidades, renda e trabalho no nosso Estado e foram diretamente atingidos. Estou falando sobre linhas de crédito, específica, vantajosa e solidária à pequena empresa, por isso envolvemos o Banestes”, ressaltou o deputado.

Castigo

Falando no deputado Bruno Lamas, ao que tudo indica houve uma manobra por parte de alguns deputados da base de Hartung para retaliar parlamentares que se posicionaram de maneira mais crítica durante as semanas de terror com o caos na segurança pública.  A manobra seria para diminuir os espaços dos deputados rebeldes nas principais comissões que seriam escolhidas esta semana, mas acabou sendo jogado para a próxima quarta (22).

Reação

Lamas, que teceu duras críticas ao secretario de segurança pública André Garcia, e vinha sendo cotado para a presidência da comissão de Educação, foi um dos alvos da manobra. Mas Bruno, que tem uma boa relação com grande parte dos deputados, teria conseguido assegurar seu nome na presidência. Cenas para os próximos capítulos.

Melhor idade

Esta semana o veterano e águia da política local, o ex-presidente da Câmara da Serra, Aloisio Santana, adquiriu o adesivo de estacionamento para idoso. Junto com o amigo, Adriano Cordeiro, liderança comunitária de Colina de Laranjeiras.  Aloísio comemorou nas redes sociais, “enfim a terceira idade chegou”. Em 2017 o ex-vereador irá completar 63 anos e já pode ser considerado um campeão. Ano passado Aloísio venceu um câncer severo e com bom humor brinca com a própria idade.  A coluna deseja saúde e positividade ao ex-presidente.

Olha pra Serra

Essa semana o ex-prefeito da Serra e atual deputado federal, Sérgio Vidigal (PDT), junto com a bancada federal capixaba, se reuniu com o Ministro da Defesa, Raul Jungmann. A pauta não poderia ser outra, crise na segurança pública. Na ocasião, o ex-prefeito pediu para o ministro ter um olhar especial para a Serra. “Pedimos ao Ministro que mande mais homens para patrulhar as ruas da Serra, tendo em vista que o município concentrou o maior número de mortes no período que a PM ficou sem sair às ruas”.

Reforço

Ainda no rescaldo do projeto de lei 14/2017, de autoria do prefeito Audifax Barcelos (Rede), 122 assistentes sociais da Serra se filiaram ao Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindsaúde-ES) e prometem fazer muito barulho ainda. O projeto causou ira nos servidores, pois prevê cortes nos vencimentos, principalmente servidores da Saúde e Educação. A matéria foi aprovada em 13 de janeiro durante sessão extraordinária.

Disputada

Burburinhos da política local dão conta de que a nomeação da líder comunitária de Laranjeiras, Débora Alves, para a subsecretaria de Trabalho Emprego e Renda não foi para contemplar o PTC. E sim, evitar uma provável nomeação da moça na Secretaria de Segurança do Estado, possivelmente pelas mãos do deputado estadual Josias Da Vitória (PDT). Dizem as más línguas que o prefeito Audifax não viu com bons olhos o movimento e correu para nomeá-la na Seter.

Ajuda lá e cá

Há também uma expectativa quanto a uma possível nomeação do vereador Xambinho em um importante cargo no Governo do Estado. Não há nenhuma confirmação disso no âmbito do governo, mas como o vereador é sobrinho de um membro do primeiro escalão do governador Hartung, a fonte disse que pode ser possível. O vereador não confirma e nem desmente. Caso Xambinho vá mesmo, deve ajudar Audifax, que tem um compromisso para ajudar o primeiro suplente Ericsson Duarte a conseguir vaga na Câmara.

Novela serrana

Parece infindável a novela da Federação das Associações de Moradores da Serra (Fams). A entidade tem marcado reuniões onde muitas vezes a pauta é a agenda para a reunião seguinte. O racha que se formou com o empate na eleição para a nova diretoria da Federação, em abril de 2016, continua, embora alguns líderes comunitários já tenham se dispersado e gravitado entre os dois grupos formados durante o processo eleitoral, que foi parar na Justiça. Lembrando que os dois grupos que empataram são ligados aos núcleos de Vidigal/Vandinho e Audifax.

(Des)articulador

Para apaziguar os ânimos e por fim ao embate, o novo amigo do prefeito Audifax, o vereador Basílio da Saúde (Pros), pode ser o (des)articulador do grupo dos insatisfeitos. Com um colegiado marcado para o próximo dia 23, Basílio agora tem a missão de juntar os adversários em uma só mesa e chegar a uma chapa de consenso. 

“Tem um ano que estão na Justiça, acho que hoje a melhor composição seria o PSDB junto com o Pros e a Rede. Pelo bem da cidade”, ponderou. 

Start

Esta semana, o prefeito deu o start para a nomeação do seu secretariado, após muito suspense no mercado político com as nomeações interinas. Audifax Barcelos remanejou sua equipe colocando Claudio Melo (Administração) na Secretaria da Fazenda; Evilásio de Angelo (Assessor Especial) na Presidência do IPS; Alexandre Viana (IPS) no comando da Administração e Dalva Guterrez (Fazenda) na Captação de Recursos. 

Espera aí

Também foram remanejados Erly Vieira que estava na pasta de Desenvolvimento Econômico (Sedec) para a Agricultura; Paulo Meneguelique estava na Agricultura e foi para a Sedec. O prefeito nomeou o novo secretário de Meio Ambiente, Marcos Machado, que vem da iniciativa privada e deve confirmar Sandra Gomes no Turismo.  Para pessoas próximas, Barcelos tem pedido paciência até março para finalizar as negociações políticas e anunciar o primeiro escalão definitivo. Em tempo: a nomeação na Setur fortalece Sandra Gomes para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa em 2018.

 

Cutucou a onça

Fontes palacianas afirmam que o governador Paulo Hartung (PMDB) detectou e não gostou de um movimento pilotado pelo prefeito Audifax Barcelos (Rede) para interferir na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Movimento esse que contava com quatro deputados. Dizem que o governador chamou o prefeito no Palácio Anchieta e deu uma enquadrada no chefe do executivo serrano.

Não agradou

A vereadora Quélcia (PSC), que no início do ano ensaiava fazer oposição ao prefeito Audifax Barcelos (Rede), ao que tudo indica já se alinhou ao Executivo. Isso tem deixado alguns comerciantes de Serra-sede descontentes com a vereadora, que tem reduto eleitoral por lá. Já tem algum tempo que os comerciantes do Centro tem demostrado insatisfação com a gestão do prefeito, que diminuiu a carga horária dos servidores, em nome da contenção de custos, o que ocasionou uma redução expressiva do fluxo de pessoas no comércio local.

Só unzinho
Com cinco mandatos de vereador na bagagem, Ericson Duarte (Rede) é um dos nomes cotados para retornar à Câmara da Serra. O redista teria recebido do prefeito Audifax a garantia de que voltaria ao Legislativo municipal, caso ficasse na suplência. Para isto, o prefeito teria que levar para administração só um dos seguintes eleitos: Guto Lorenzoni (PP), Xambinho (Rede), Caldeira (Rede) e Luiz Carlos Moreira (PMDB). 

Quero sem pressão
Procurado pela Coluna, Ericson, que obteve 2.057 votos e é o primeiro suplente da coligação (Rede/PMDB/PP/DEM), desconversa e diz que ser vereador não é uma ambição para ele. “Não estamos preocupados com isso, nossa questão maior era a reeleição de Audifax. Não tenho essa ambição e nem estou correndo atrás disso. Mas ele realmente falou que eu iria assumir, mas não estamos cobrando isso. Alguns vereadores podem usar isso para tirar vantagem e pressionar o prefeito, mas se for esse o caso não vou querer”, disse.

Balança, PDT
Especulações sobre a ida do deputado estadual Amaro Neto para o PDT têm ganhado cada vez mais força. Por meio de nota enviada à coluna, o deputado federal Sérgio Vidigal, presidente estadual do PDT, confirmou o convite. “Já houve um convite ao deputado Amaro Neto para o PDT, sem nenhuma resposta até o momento. Seria uma honra ter o deputado Amaro no nosso quadro”. Cenas para os próximos capítulos.

Balança, PDT II
Atualmente filiado ao SD, Amaro falou, por meio de sua assessoria, disse que tem agenda com o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, no próximo dia 03/02 para discutir sua permanência ou não na legenda. O encontro foi intermediado pelo deputado federal Carlos Manato (SD).

Corajoso
Um assessor de Amaro, que esteve presente na reunião com a cúpula do PDT, disse a coluna: “o PDT foi o único partido que teve a coragem de oferecer a vaga de Senado para o deputado Amaro, caso ele se torne filiado”.

Apertado
Especula-se que com uma possível chegada de Amaro no PDT, a legenda ficaria muito apertada para acomodar todas as lideranças. Fala-se da possível saída de mandatários, em especial o deputado estadual Da Vitória. Porém, pelo menos publicamente, eles preferem não entrar nesta bola dividida. “Seria muito bom e ainda torna a chapa mais competitiva em 2018”, disse Euclério Sampaio. “Será muito bem-vindo. É um grande político”, acrescentou Da Vitória.

Não convenceu

A informação que pegou todos de surpresa no final da semana passada, foi a saída do Coronel Nylton Rodrigues do comando da Secretaria de Defesa Social. E explicação da prefeitura da Serra para a saída do principal articulador da criação da Guarda Municipal Armada, foi que a saída se deu devido ao fato do Governo do Estado não renovar a cessão do militar à Prefeitura, o que impediria Nylton de permanecer na pasta.

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Ganhar tempo

Mas tal afirmação não convenceu muita gente e nos bastidores, várias teorias sobre a saída do Coronel vêm sendo levantadas. Entre elas, a de que a saída de Nylton foi necessária para a admnistração municipal ganhar tempo, visto que a nomeação dos agentes da Guarda Municipal se encontra travada e sem perspectiva de acontecer devido ao arrocho financeiro que o município enfrenta. 

Pauta bomba

Na semana passada, os vereadores da Serra votaram a favor de um polemico pacote de projetos de autoria do Executivo, do qual o prefeito Audifax Barcelos (Rede) acompanhou de perto. Entre outras coisas, o pacote limita vários benefícios financeiros extras de servidores, tanto da Educação quanto da área da Saúde. Além de restringir a participação desses servidores em atividades sindicais.

No passado

No meio político há quem diga que Audifax esqueceu das origens. Isso porque o prefeito, hoje no Rede Sustentabilidade, começou sua carreira política militando no PT e em seguida migrou para o PDT. Os dois últimos partidos citados defendem benefícios de trabalhadores e tem forte ligação com sindicatos de servidores públicos.

Pacote de Maldades

O tucano Vandinho Leite, que foi candidato à vice, na chapa encabeçado pelo deputado Sérgio Vidigal(PDT) nas eleições de 2016, têm se mostrado um dos mais críticos ao pacotão de projetos propostos pelo prefeito Audifax Barcelos (Rede). Vandinho tem feito vários vídeos e publicado nas diversas redes sociais, caracterizando os projetos como um “pacotão de maldades”.

A raposa

Além disso, Vandinho vem tecendo críticas aos vereadores que aprovaram os projetos na sessão extraordinária da última sexta-feira (13). Porém, um desses vereadores é Gilmar Dadalto, mais conhecido como Raposão, que por sinal é do mesmo PSDB de Vandinho. Inclusive durante o processo de filiação partidária, meses antes do inicio das eleições, o próprio Vandinho tirou Raposão do grupo de partidos que estavam com Audifax e apresentou seu nome para os tucanos.

Até vós?

Aumenta a debandada de filiados do PDT na Serra. Esta semana novos nomes anunciaram a saída do partido e o afastamento do núcleo do deputado federal Sérgio Vidigal, patrono do PDT no ES. Uma delas foi a Marilene Gomes Almeida, conhecida (até agora) como “Mara do PDT”. Mara é atual vice-presidente da Federação das Associações de Moradores da Serra (FAMS) e comumente vista como uma das pessoas de confiança de Vidigal. Agora, Mara está no Pros do vereador Basílio da Saúde. Outro nome fortemente ligado à família Vidigal que anunciou o afastamento do grupo, é o polemico Igor Corato. Figura carimbada no meio político da Serra.

Time modesto

Circula à boca miúda que para aceitar ser secretária de Saúde da Serra, a assistente social Andreia Passamani Corteletti exigiu a nomeação de mais 19 profissionais que a acompanham e que formam o seu time. É pouco se comparado aos 70 cargos que muitos asseguram ter ocupado o petista e ex-secretário de Saúde, Luiz Carlos Reblim.

Certo e errado

A vereadora Neidia arriscou e deu certo: saiu do grupo dos 12 e virou presidente da Câmara no grupo dos 11. Já o vereador Luiz Carlos Moreira (PMDB) arriscou e deu errado: saiu do grupo dos 11 e não virou o candidato a presidente da Câmara pelo grupo dos 12. Muitos acreditam que a sua ‘pulada de muro’ custará liderança do prefeito na Câmara. Se isto se confirmar, sobrará para Moreira brigar por um lugar de destaque na Comissão de Justiça ou Finanças.

Asas aflitas

Com o prestígio abalado, Moreira tenta manter alguns vereadores embaixo de suas experientes asas e assim fazer com que o executivo necessite de seus préstimos para que os projetos de lei caminhem bem na Câmara. O seu sonho de consumo, a Secretaria de Saúde, já era. Agora tem dona. 

Até a Penélope

O deputado estadual Bruno Lamas (PSB), tirou onda com a lei de sua autoria que foi sancionada pelo governador Paulo Hartung (PMDB) e que prevê parcelamento em até quatro vezes o IPVA. Em uma das peças publicitárias, até a irreverente personagem Penélope Charmosa, do desenho animado “Corrida Maluca”, apareceu toda contente com a nova possibilidade de parcelamento do imposto.

Fico aqui…

Falando nos Lamas, tem se ventilado cada vez mais forte no meio político, a possiblidade da vice-prefeita e Secretária de Educação da Serra, Márcia Lamas (PSB), vir na condição de candidata à deputada federal em 2018. Isso porque, discute-se dentro do partido, uma forte inclinação do atual deputado Paulo Foletto em desistir da reeleição por questões de saúde. Fato que, se consumado, abriria um vácuo para a experiente Márcia Lamas ocupar. Ao que tudo indica, só falta convencer Márcia, que não demonstra grande vontade de se mudar para Brasília.

….eu também

Outro nome que naturalmente surgiria caso Folleto decline, é o do filho de Márcia, o deputado estadual Bruno Lamas. Mas ele não quer saber de falar no assunto. Diz que está focado nas questões que envolvem a Serra e uma ida para Brasília poderia afastá-lo do cotidiano da cidade. Logo, o plano de Bruno, permanece de reeleição à Estadual mirando as eleições de prefeito em 2020.

TNT

Circula burburinho que Audifax deve convocar os vereadores para uma sessão extraordinária. Na pauta, um assunto bomba: o fim das gratificações de produtividade dos fiscais do município. Essa promete dar o que falar.

Debandada

Como já era de se esperar, o PDT da Serra, que saiu derrotado na eleição de prefeito ano passado, tem sofrido com debandada de filiados locais. Este tipo de movimentação é vista como normal entre candidaturas derrotadas, vide a do ex-governador Renato Casagrande em 2014, onde o PSB sofreu um processo de encolhimento após a derrota para o (ainda) peemedebista Paulo Hartung. Seria muita gente para distribuir nos poucos espaços que sobraram?

Sintoma ruim

Segundo informações de dois vereadores de Vila Velha, a assistente social Andreia Passamani, que foi titular da secretaria de Saúde de lá e acaba de ser nomeada secretária da mesma pasta aqui na Serra. Trata-se de uma pessoa educada, atenciosa e prestativa, mas dizem que não deu conta da tarefa e apontam o fracasso da gestão do ex-prefeito canela verde, Rodney Miranda, para justificar tal avaliação.

Aposta de casa

Já tem no mercado uma aposta de quanto tempo permanecerá no cargo de secretário de Desenvolvimento Urbano – Sedur, o arquiteto e professor Tarcísio Bahia. Já tem dois palpites de pessoas que o conhecem bem: um de seis meses e outro de três. Por outro lado, Bahia tem um quesito que agrada: ele reside em Manguinhos, portanto não é ‘estrangeiro’, diferente de boa parte dos secretários que passaram por aqui na gestão Audifax.

Se explicando

Dizem que o prefeito Audifax Barcelos passou boa parte da última terça-feira (03) no Tribunal de Contas do ES, explicando pendengas de sua gestão. Ainda não se sabe se o prefeito conseguiu sanar todas as dúvidas dos conselheiros do Tribunal.

Barba, cabelo e bigode

Falando em Audifax, aos trancos e barrancos, o prefeito fez barba, cabelo e bigode. Venceu a enfermidade que o acometeu no início da campanha eleitoral, se reelegeu e comandou a eleição da mesa diretora da Câmara, colocando seus vereadores aliados nos postos de comando. Agora, dizem nos bastidores que o golpe de misericórdia é a vitória na eleição da Federação das Associações de Moradores da Serra, a FAMS.

Falta a Fams

Eleição essa que se arrasta desde abril do ano passado, onde duas chapas ligadas ao prefeito Audifax e ao deputado federal Vidigal empataram em votos, e desde então se digladiam sobre a divergência do critério de desempate eleitoral, indo parar na Justiça, inclusive.

Na mosca

Para ficar registrado: o comerciante do centro da Serra, Vicente Teixeira, às 15 horas do dia 1º de janeiro falou categoricamente: “olha, quem vai ganhar é a Neidia e do lado de lá”, se referindo ao grupo de vereadores aliados ao prefeito Audifax Barcelos (Rede). Acertou em cheio.

Acerto parcial

Falando em Neidia e eleição da Mesa Diretora da Câmara, alguns interlocutores bem próximos de Audifax, afirmam que a vereadora não era a primeira opção do grupo governista. O assédio sobre ela, era no sentindo de trincar o grupo de oposição, e estimular algum outro vereador a migrar para o lado de Audifax, fato que não ocorreu. 

Dizer e fazer

Em entrevista ao Jornal Tempo Novo no início de dezembro de 2016, o prefeito Audifax, quando questionado sobre eleição da Câmara, afirmou categoricamente que trataria o Legislativo de forma “harmônica e independente”. Na contramão disso, o que se viu foi o prefeito atuando dentro da Câmara, durante a eleição, como uma espécie de vereador líder do governo. Puxando vereador de um lado para o outro, articulando, orientando, influenciando…

Galinhão dá posse

O prefeito reeleito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), a vice, Márcia Lamas e os 23 vereadores eleitos da Serra tomam posse no dia 1º de janeiro, no Plenário da Câmara da Serra, para o quadriênio 2017 2020. O evento terá início às 16h. O vereador mais votado, Adriano Vasconcelos Rego (PTC), o Adriano Galinhão, que obteve 4.837 votos nas eleições do dia 2 de outubro, presidirá a sessão.

Terceiro Turno

Segundo informações da assessoria legislativa da Câmara da Serra, os primeiros a serem empossados serão os vereadores. Logo após o ato, Galinhão deve suspender a sessão e, em seguida, passará a conduzir a eleição da nova Mesa Diretora da Casa, convocando as chapas inscritas para o biênio 2017-2018. Tudo indica que deve haver duas chapas, uma composta por aliados de Audifax e outra por vereadores de oposição, o chamado grupo dos 12.

Desafetos empossando

Com a eleição terminada, o presidente recém-eleito da Mesa é quem dará posse ao prefeito e à vice-prefeita. Lembrando que a conjuntura política indica que o presidente tem forte chance de vir do grupo de oposição ao prefeito. Alguns desafetos de Audifax estão entre os cotados para assumir a presidência, como Nacib Haddad (PDT); Basílio da Saúde (Pros) e Neidia Maura (PSD), atual mandatária da casa.

Galinhão zen

Apesar do clima de polarização entre os dois grupos formados na Câmara da Serra, com 12 vereadores de oposição e 11 da base do prefeito Audifax, o vereador novato, Adriano Galinhão aposta em uma sessão tranquila. “Acho que a escolha da Mesa será tranquila. A função do vereador é legislar e fiscalizar, é o primeiro intercambio entre a população e o poder público”, disse.

Segue o ritual

Após a posse da nova Mesa e do prefeito e vice, a sessão é novamente suspensa. Em seguida, é iniciada a escolha dos membros e presidentes das comissões permanentes da Câmara. Segundo informações da assessoria da Câmara, a previsão é de que todo o processo dure aproximadamente duas horas.

Fora de área

Para evitar surpresas até lá, os vereadores do grupo dos 12, que tem a maioria dos votos, devem ficar sem seus celulares. Informações dos bastidores da casas dão conta de que os dozes parlamentares entregaram seus celulares à uma pessoa ligada ao grupo e apenas ligações de familiares devem ser repassadas aos vereadores. Essa seria mais uma tática do grupo para reforçar a blindagem ante o forte assédio dos interlocutores de Audifax, que tentam levar pelo menos um nome para o outro lado.

Velhas caras novas

Tomam posse na próxima segunda-feira (2), em sessão solene na Assembleia Legislativa, os suplentes JamirMalini (PP), José Esmeraldo e Esmael Almeida (ambos PMDB). Eles assumem as vagas dos prefeitos eleitos Cacau Lorenzoni (PP-Marechal Floriano), Edson Magalhães (PSD-Guarapari) e GuerinoZanon (PMDB-Linhares), que serão empossados como prefeitos de suas respectivas cidades no domingo (1). A posse dos novos membros do Legislativo capixaba acontece às 9h, no Plenário Dirceu Cardoso. Lembrando que todos eles já tiveram mandato na Assembleia.

Serra com dois

Malini será o reforço para a bancada da Serra a partir de 2017. É a segunda vez que assume uma das cadeiras da Casa. Em 2012, renunciou à cadeira de vereador da Serra para assumir a vaga de deputado do então prefeito eleito de São Gabriel da Palha, Henrique Vargas (PRP). Jamir recebeu 11.600 votos em 2014, sendo o primeiro suplente da coligação PTN/PSL/PTdoB/PP/PTB. Com Malini a Serra fica com dois deputados estaduais, o outro é Bruno Lamas (PSB).

 

Expectativa e realidade

O prefeito reeleito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), vem dando declarações insinuando que pode concorrer a governador do Estado em 2018. Porém, a participação do prefeito em agendas estaduais tem sido tímida. Por exemplo, nas questões que envolvem o Fundap que, segundo delação de um ex-executivo da Odebrecth na Operação Lava Jato, teria sido extinto após senadores receberem propina da empresa para votar a regra que unificou as alíquotas de ICMS, gerando perdas bilionárias para o ES.

Sem Serra

O assunto tem tomado a agenda política capixaba. Nesta semana, houve sessão extraordinária na Assembleia Legislativa e decidiu-se por instalar uma CPI para investigar o caso. Além dos deputados estaduais, estiveram presentes vários prefeitos, inclusive o de Vitória, Luciano Rezende (PPS), senadores, vários representantes do governo do Estado, deputados federais e empresários. Audifax, que fez uma cirurgia reparadora e se encontra acamado, não mandou representantes e não deu nenhuma declaração sobre o assunto em suas redes sociais.

Ah, tá!

Quando provocado sobre o fim do Fundap, por meio da assessoria, Audifax disse apenas que vai propor uma ação conjunta com os demais municípios contra o fim do Fundap, via Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes). Alguns afirmam que esse sumiço é devido a fortes preocupações do prefeito referentes à eleição da Mesa Diretora da Câmara da Serra que, a uma semana do desfecho, vê a oposição em vantagem na disputa.

Aguenta aí

Falando em eleição da Mesa Diretora, esta semana o chamado grupo dos 12 – composto por parlamentares de oposição que se reelegeram mais os novatos aliados a eles – se refugiou novamente no sítio do vereador Nacib Haddad (PDT), em Marechal Floriano, nas montanhas do ES. O objetivo foi manter o grupo coeso e articulado para aguentar a pressão vinda dos interlocutores de Audifax.

Tô grilado

Na última quarta-feira (21), a CPI da Grilagem instaurada na Assembleia Legislativa, esperava a vinda de membros do grupo Dadalto, para dar explicações aos deputados sobre questões que envolvem doações de terrenos do município em Laranjeiras, ocorridas em 1995 para o grupo.  É que a Dadalto nunca cumpriu uma das contrapartidas da doação, que era construir um teatro na cidade. Porém, apenas um advogado que representa um dos membros do grupo Dadalto apareceu, dizendo que seu cliente não iria por motivo de saúde.

Tô grilado II

São vários os casos que a CPI pretende investigar, entre eles a venda de terrenos da Associação de Moradores de Laranjeiras, que tem sido fruto de muita discórdia entre na comunidade local. Também estão em pauta terrenos em Cariacica e Vila Velha. O foco da Comissão é apurar denúncias de invasão de terras, fraudes, crimes contra a administração pública, crimes de estelionato, vendas sem registro em cartório, e ilegalidades na cessão de áreas públicas.

Grileiro bravo 

O deputado com base eleitoral na Serra, Bruno Lamas (PSB), é o relator da CPI. Durante a sessão da última quarta-feira (22), Lamas disse que sofreu ameaças por telefone em seu gabinete. Alguém, ainda não identificado, teria ligado para o telefone institucional e dito que o deputado “não sabe com quem está mexendo”. Segundo Lamas, ele não vai se deixar intimidar e pretende prosseguir com os trabalhos. Completam o time da CPI os deputados Euclério Sampaio (PDT) e Gilsinho Lopes (PR).

 

Conselho de Hartung

Na última segunda-feira (12), durante o Seminário de Orientação a Prefeitos, evento promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES), o governador Paulo Hartung (PMDB) sugeriu aos prefeitos eleitos e reeleitos que realizem ajustes fiscais e definam ações prioritárias. “Eu não sou médico para prescrever, mas como economista posso orientar que tomem conta de suas despesas e receitas. O sapato tem que estar do tamanho do pé” disse.

Súplica de Audifax

Hartung ainda ressaltou a necessidade dos prefeitos eleitos e reeleitos analisaram de imediato a peça orçamentária de 2017. “Façam como eu fiz, antes mesmo de assumir dialoguei com a Assembleia Legislativa e demonstrei a necessidade de mudar o orçamento. Atuem antes [de o orçamento ser aprovado] e façam os ajustes necessários”, ponderou. Essa declaração chama atenção, visto que aqui na Serra, o prefeito Audifax tem tido enorme dificuldade política em conduzir o processo de aprovação do orçamento de 2017 que tramita na Câmara da Serra e o diálogo entre Audifax e os vereadores não tem ocorrido, inclusive, há algumas semanas atrás o prefeito recorreu as redes sociais para suplicar que os vereadores votem o orçamento.

Festa tensa

A cerimonia de posse do prefeito reeleito Audifax Barcelos (Rede), a vice, Márcia Lamas (PSB) e os 23 vereadores, ocorrida na última terça-feira (13), na Câmara da Serra, foi coberta de expectativa. Isso porque nos últimos anos Executivo e Legislativo municipal não tem falado a mesma língua nos últimos anos. Apesar de a cerimonia de posse ser um evento festivo, o clima era de enorme cautela e polarização.

Orçamento na mesa

Além do Orçamento Municipal de 2017, outro assunto que tomou conta dos corredores da Câmara durante o evento, foi a eleição da mesa diretora, que está marcada para acontecer no dia 01 de janeiro. De um lado, 11 governistas. Do outro, 12 vereadores independentes que tem se mostrado unidos para formar uma chapa eleitoral.

Close, fila e boca fechada

Falando do chamado grupo dos 12, antes da cerimônia de posse começar, o grupo ficou reunido a portas fechadas no gabinete da presidência por cerca de 1h. De lá, os vereadores saíram só para registrar uma foto, retornando ao gabinete em seguida. Quando a cerimônia da diplomação começou, saíram todos de uma vez, enfileirados. Durante o evento, os 12 evitaram falar com seus colegas vereadores aliados de Audifax.

Torcida organizada

O clima pesado ficou mesmo escancarado durante a fala da atual presidente da Câmara, Neidia Maura (PSD), que pertence ao grupo dos 12. Correligionários e simpatizantes de Audifax que estavam na galeria, vaiaram e gritaram palavras de ordem contra Neidia. Foi preciso que o próprio Prefeito pedisse que sua ‘torcida organizada’ diminuísse o tom.

 

Sessão abortada

Na última segunda-feira (05), os vereadores governistas se movimentaram para convocar uma sessão extraordinária. O objetivo era acelerar a apreciação de quatro vetos que estariam travando a pauta da Câmara da Serra e assim “desamarrar” o PL 159/2016, que trata do orçamento de 2017 e precisa votado ainda este ano.

Sessão abortada II
Porém, apesar da pressa do prefeito Audifax Barcelos (Rede), alguns vereadores aliados faltaram à sessão. Um deles foi um dos aliados de primeira hora do prefeito, o também redista Alexandre Xambinho. Com isso a sessão foi rejeitada por falta de maioria simples, ou seja, 12 vereadores. Ao todo, a sessão abortada durou só 4h e 30.

Cego em tiroteio
Na avaliação de muitas pessoas envolvidas na política da Serra, tanto alinhadas com Audifax quando alinhadas com a oposição, o prefeito reeleito escolheu mal os interlocutores para negociar em seu nome a eleição da mesa diretora. E, aparentemente, esses interlocutores não têm agido de forma coordenada, parecendo mais ‘cegos em tiroteio’. O prefeito precisa de apenas um vereador da oposição para ter a maioria na Casa e eleger um aliado para o comando do Legislativo. Mas a tarefa está sendo bem mais difícil do que se imaginava.

Nas montanhas
Vereadores de oposição permanecem fechados e aparentemente intransponíveis. Na virada de segunda (05) para terça (06), os parlamentares voltaram a sair da cidade. Eles se reuniram a portas fechadas em uma propriedade na região montanhosa do ES, com o objetivo de se blindarem e articularem os próximos passos. Foi pelo menos a 2ª vez que o grupo lançou mão da tática para ficar longe do assédio dos interlocutores de Audifax.

Só por educação
Vereadores do grupo dos 12 oposicionistas dizem, à boca miúda, que só continuam falando com os emissários de Audifax por consideração aos colegas. Com isso, começa a ganhar força a tese de que o prefeito só vai virar esse jogo se entrar pessoalmente no campo e chutar a bola, ou seja, negociar diretamente com os vereadores que deseja puxar para seu time.

Defesa da casa
Após ser condenado pela Justiça por nepotismo seu último mandato à frente da prefeitura da Serra, entre 2009 e 2012, o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) contou com a solidariedade da sua esposa Sueli Vidigal. Numa rede social, a ex-deputada estadual e federal e ex- secretária de estado disse que a condenação foi uma retaliação do Judiciário, por Vidigal ter votado pela inclusão de membros do Ministério Público e da Justiça na lei das 10 medidas anticorrupção, que acabou sendo deformada pelo Congresso Nacional.

Defesa da casa II
Segundo Sueli, soou muito estranho o marido ter sido condenado em um processo que corria desde 2012 um dia após seu posicionamento na Câmara, onde defendeu nova regra para que juízes e promotores corruptos “sejam penalizados, como pessoas normais e não premiados como acontece hoje com aposentadoria compulsória que lhes garante um alto salário”, completou Sueli. 

Só em 2017

O mistério sobre as mudanças no primeiro escalão na próxima gestão do prefeito Audifax Barcelos (Rede), segue movimentando os bastidores políticos. Na avaliação de muitos, Audifax vai postergando e segurando as mudanças e as negociações com políticos e partidos para o ano que vem. Isso porque, o prefeito estaria tentando resolver primeiro as eleições da mesa diretora da Câmara da Serra, onde espera emplacar aliados.

Pechincha
Se tiver sucesso na Câmara, Audifax pode baratear as negociações para a montagem de seu secretariado, uma vez que os votos para a mesa diretora entram como moeda de troca para partidos e suas lideranças alcançarem espaços maiores na administração municipal. Ou seja, resolvendo primeiro a questão da eleição da mesa diretora, o prefeito teria mais liberdade e independência para escolher os nomes que irão comandar as secretarias.

Jogo duro
Falando em eleição de mesa diretora, o placar permanece 12 x 11 para oposição. Interlocutores do lado da oposição dizem que o assédio é grande, mas garantem que ninguém sai. Já o grupo pró-Audifax, tem a expectativa de trazer pelo menos um nome. É uma verdadeira queda de braço. Os nomes que crescem como potenciais candidatos do lado oposicionista são: Basílio da Saúde (Pros); Fábio Duarte e Nacib Haddad (ambos PDT) e a atual presidenta Neidia Maura (PSD). Porém, entende-se que qualquer um ainda possa crescer na disputa interna do grupo.

Gincana política
Também no grupo governista nada está decidido, mas os nomes cotados estão mais consolidados. São eles: Luiz Carlos Moreira, Alexandre Xambinho e Miguel da Policlínica. Ao que tudo indica, o critério de desempate que Audifax impôs é um só: ganha quem conseguir trazer primeiro um vereador de oposição para o lado governista. Quem conseguir isto será o virtual presidente da Câmara, uma vez que o grupo terá a maioria simples necessária para eleger o escolhido.

Eu ou você
Sobre a polêmica da suposta falta de merenda na creche Luciano Rezende em Laranjeiras, vereadores da Serra gastaram o verbo na sessão da última segunda-feira (28). O governista Guto Lorenzoni (PP) desafiou o opositor Nacib Haddad, após este ter questionado os atrasos da prefeitura no pagamento de empresas terceirizadas.  “Eu gostaria de fazer uma proposta: se a empresa de limpeza e merenda estiver há mais de seis meses sem receber, renuncio o meu mandato”, desafiou Guto. Nacib então provocou o adversário. “Agora são sete faturas da Labortel, nove milhões da Serge e outras dívidas. Eu topo. Eu renuncio ou você renuncia”.

Benção de Mara e Gava
Parece que o prefeito Audifax busca no mercado um nome fora da área médica para a Secretaria de Saúde e sim, um nome ligado à gestão, com experiências bem sucedidas na área administrativa. Até agora não há sinais de quem seria esse nome, mas nos bastidores é sabido que passará pelo crivo da primeira dama, Mara Rejane e do presidente do Hospital Metropolitano, Remegildo Gava. Dois partidos políticos ignoram essa tendência e falam no nome do vereador Miguel da Policlínica para a pasta, que são o PTC e o PSDC.

Queremos ficar

O grupo de vereadores de oposição ao prefeito Audifax Barcelos (Rede) continua se articulando para seguir no comando da Câmara da Serra. Alguns parlamentares de desagrado do prefeito, já aparecem como nomes em potencial para a cabeça de chapa. Entre eles a atual presidente, Neidia Maura (PSD); o novato Fábio Duarte (PDT); e Basílio da Saúde (Pros).

Calo de Audifax

Basílio tem seu nome em franca ascensão, e é uma aposta de muitos opositores de Audifax, até mesmo fora da Câmara. Homem forte do núcleo do deputado federal e ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT), Basílio já tem experiência em fazer oposição à Audifax. Nesta atual gestão da Mesa, ele ficou com a frente da comissão de Justiça da Câmara e deu muita dor de cabeça ao prefeito Audifax.

Briga até na Federação

Falando em confronto ‘eterno’ entre membros ligados a Vidigal e Audifax, outro palco de luta tem sido a Federação das Associações de Moradores da Serra – FAMS, entidade que faz a interlocução com 126 associações comunitárias e pode ser uma pedra pontiaguda no calçado da Prefeitura. Depois da eleição da Federação ir parar na Justiça, após as chapas dos aliados de Vidigal e Audifax ficarem empatadas, vários líderes populares tem defendido a convocação de novas eleições. Inclusive já tem até decisão judicial determinando novo pleito, mas o imbróglio permanece.

Novela serrana

A Executiva da FAMS se reuniu nesta semana para marcar as novas eleições. Mas nada foi decido, faltou quórum. Lideranças da chapa de aliados de Audifax acusam membros da chapa dos aliados de Vidigal de boicotar as reuniões para ganhar tempo. É que o atual presidente Jacinto Sezine estaria querendo renunciar ao mandato, abrindo espaço para a vice e vidigalista de carteirinha, Marilene Gomes (PDT) assumir a entidade. Já o pessoal da chapa ligada a Vidigal entende que são os vencedores da eleição. Argumentam que a idade é critério de desempate, pois o cabeça de chapa do grupo é mais velho do que o líder da chapa dos apoiadores de Audifax, apesar da Justiça ter derrubado esse argumento.

O mediador

E quem tenta fazer o papel de mediador da paz na Serra é o governador Paulo Hartung (PMDB). Na quarta-feira passada (16), houve uma reunião entre Hartung e Audifax. O próprio prefeito admitiu que o governador pediu a ele um esforço para selar a paz com Vidigal. Já na sexta-feira passada (18), foi a vez de Hartung ter a mesma conversa com o deputado federal e ex-prefeito da cidade.

Piada sem graça

Apesar de publicamente tanto Audifax quando Vidigal falarem na possibilidade de reconciliação, nos bastidores políticos essa conversa é motivo de piada. Basta olhar a exaltada disputa que envolve Mesa Diretora da Câmara e Comando da FAMS, que viraram verdadeiros cabos de guerra entre lideranças do núcleo de Audifax e Vidigal. Pelo jeito a polarização na cidade está longe de acabar.

Terceiro turno

Há um mês vereadores da Serra não votam nada. Isso porque, no dia 19 de outubro a Mesa Diretora colocou em pauta o relatório sobre as contas do ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT), referentes ao ano de 2010. De lá para cá, isso tem trancado a pauta, pois a disputa interna no plenário tem levado ao esvaziamento das sessões e a matéria não é votada. A situação vem impedindo o debate sobre novas propostas, como o orçamento municipal de 2017, por exemplo.

Terceiro turno II
A disputa que tem caráter político marca mais um episódio da polarização entre Vidigal e Audifax. Mesmo com os discursos públicos de conciliação, o cabo de guerra entre audifistas e vidigalistas segue esticado. Se as contas de Vidigal forem rejeitadas pela Câmara, o ex-prefeito e atual deputado federal pode ter problemas na eleição de 2018, pois correrá o risco de se tornar ficha-suja. Por outro lado, o próprio Tribunal de Contas do ES já recomendou a aprovação das contas do ex-prefeito. Para se ver livre da dor de cabeça, Vidigal precisa do aval de 16 dos atuais 23 vereadores.

Será que decola?
Falando em Vidigal, na última quarta-feira (16), o deputado federal e seus colegas da bancada capixaba se reuniram com o presidente Michel Temer (PMDB). Um dos pedidos dos capixabas foi a implantação do Aeroporto Internacional de Cargas na região de Nova Almeida, Serra. Segundo a assessoria de Vidigal o presidente demonstrou interesse na obra.

O conselho do guru
Na última sexta-feira (11), em encontro realizado com os prefeitos eleitos e reeleitos, o governador Paulo Hartung (PMDB) sugeriu aos atuais e futuros gestores municipais que eles cancelem as promessas de campanha “desconectadas com a realidade socioeconômica” e que os prefeitos “peçam desculpas para a população”.

Canudo eleitoral
Está marcada para o próximo dia 13 de dezembro, a diplomação do prefeito eleito, Audifax Barcelos (Rede), da vice-prefeita, Márcia Lamas (PSB), 23 vereadores eleitos e de 13 primeiros suplentes de cada coligação. A posse dos eleitos será no dia 1º de janeiro de 2017. Diferente das anteriores, que aconteciam no Fórum da Serra, este ano a diplomação será na Câmara de Vereadores, às 16 horas. “Escolhemos a Câmara em razão da estrutura, que tem melhores condições, além de ser o local onde eles vão trabalhar”, disse o juiz eleitoral Carlos Alexandre Gutmann.

Oposição na área
Além do grupo dos 11 vereadores pró-Audifax que vêm se reunindo para articular uma chapa na corrida pela Mesa diretora da Câmara, outro grupo de parlamentares vêm buscando o mesmo objetivo. Trata-se de vereadores reeleitos ou de novatos que caminharam com Sérgio Vidigal (PDT) na eleição de outubro. São eles os veteranos Basílio da Saúde (Pros), Neidia Maura (PSD), Nacib Haddad (PDT) e Aécio Leite (PT); além dos estreantes Geraldinho PC (PDT), Adilson de Novo Porto Canoa (PSL), Raposão (PSDB), Wellington Alemão (DEM), Pastor Ailton (PSC), Fábio Duarte (PDT), Quelcia (PSC) e Cleusa Paixão (PMN).

Asas de Audifax
Eles têm se reunido duas vezes por semana para discutir a proposta de uma Mesa independente do Executivo. “Não temos um nome presidenciável e sim 12. Assim, qualquer um dos 12 pode ser nosso presidente”, disse Basílio da Saúde, descartando qualquer composição com o grupo aliado a Audifax. Porém, o entendimento de interlocutores do prefeito é de que o redista vai conseguir puxar 4 ou 5 vereadores de oposição para suas asas, ganhando a maioria legislativa.

O inferno do PT

Desde a chegada a 1ª passagem de Sérgio Vidigal (PDT) na prefeitura da Serra, nos idos dos anos 90, o PT vem ocupando a Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Já passaram por lá figuras conhecidas no meio político da cidade, como por exemplo, a atual vice-prefeita Lourencia Riani e o deputado federal Givaldo Vieira. Mas desta vez, tudo indica que o PT terá dificuldade em manter este espaço, pois o partido não assumiu compromisso com o prefeito reeleito Audifax Barcelos (Rede). O que houve foi uma divisão de suas lideranças, algumas caminharam com Vidigal e outras com Audifax.

O inferno do PT II
Na visão de muitos, Audifax deve separar um espaço – ainda não definido – na administração para Lourência, mas não significaria um compromisso de alianças partidárias. Falando no PT, segundo fontes próximas à Audifax, já no fim da campanha, o ex-deputado estadual pestista Roberto Carlos, ensaiou caminhar ao lado de Audifax pelas ruas da cidade. Mas parece que a marqueteira Jane Mary vetou a presença de Roberto Carlos, com o medo de que o desgaste nacional da legenda respingasse no prefeito.

David por Donald
Na intenção de informar aos seus contatos a inesperada notícia da eleição do republicano Donald Trump à presidência do EUA, o vereador da Serra, Guto Lorenzoni (PP) disparou várias mensagens de texto logo pela manhã informando sobre o fato: “David Trump Presidente USA”. David?

Eu vou
Após receber as prefeitas eleitas, os jovens prefeitos eleitos e os 20 vereadores mais novos que venceram as eleições de outubro, o governador Paulo Hartung (PMDB) agora quer reunir todos os prefeitos eleitos ou reeleitos para o mandato de 2017/2020. Será nesta sexta-feira (11). Na pauta, temas como ferramentas de gestão pública, austeridade fiscal, empreendedorismo e funcionamento da máquina. O evento será realizado das 8 às 13 horas, no Hotel Ilha do Boi, em Vitória. O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), que durante a campanha recebeu apoio do ex-governador Renato Casagrande (PSB), confirmou presença no evento.

Arriscou, ganhou
Quem vem sendo cotato para assumir a Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer é o líder popular Jean Cassiano. Jean ensaiava uma candidatura à vereador pelo PSD, partido que faz oposição ao prefeito na Câmara. Pouco antes do inicio das eleições, Cassiano anunciou sua desfiliação da legenda, ficando impossibilitado de concorrer ao cargo de vereador e com isso, o líder da AMO – Assembleia Municipal do Orçamento da Serra – assumiu papel de destaque junto ao comitê eleitoral de Audifax sendo um dos coordenadores. Tal movimentação foi vista como de alto risco, dada a alta rivalidade nas urnas entre Audifax e Vidigal.

Sem trégua
Interlocutores do prefeito Audifax Barcelos dizem que os ânimos seguem exaltados entre ele e três vereadores de oposição: a atual presidente da Câmara, Neidia Maura (PSD), Nacib Haddad (PDT) e Basílio da Saúde (Pros). Audifax não demostra inclinação para apaziguar a linha de tensão com os parlamentares, inclusive outros vereadores têm defendido a abertura de diálogo, pois o prefeito estaria muito “radical”.

Xô, tristeza

Depois de ser expulso do seu partido (PV), amargar a própria derrota nas urnas e a de seu candidato a prefeito, o vereador Tio Paulinho está de malas prontas para deixar o município. E o seu destino deve ser menos triste que aqui na Serra: ele segue para a cidade de Alegre, no sul do estado.

Halloween de Vidigal
Na noite de Halloween a ‘bruxa estava solta’ na hora de votar as contas de Sérgio Vidigal (PDT) referentes ao ano 2010, quando o pedetista estava no comando da prefeitura da Serra. Aliados do atual prefeito se retiraram, a matéria não foi votada e os ânimos se alteraram entre a presidente da Câmara, Neidia Maura (PSD), aliada de Vidigal e o veterano Luiz Carlos Moreira (PMDB), da tropa de choque do prefeito reeleito Audifax Barcelos (Rede).

Pavio de Barcelos
E quem decidiu acender o pavio pessoalmente para soltar fogos em comemoração à sua vitória foi o prefeito Audifax Barcelos. Fontes ligadas ao redista disseram que ele fez questão de ir às ruas onde moram o vereador Gideão Svensson (PR) e a presidente da Câmara, Neidia Maura (SDD) para soltar os foguetes. O prefeito também teria soltado os pulmões ao gritar “É de virada!” em frente à casa dos parlamentares, que apoiaram Sérgio Vidigal.

Guto de novo
E quem está cotado para ser novamente secretário na administração de Audifax é o vereador Guto Lorenzoni. A pasta pode ser a da Habitação, a qual já ocupou na primeira gestão do prefeito, de 2005 a 2008. Caso isso ocorra, quem vai subir é Ericson Duarte (Rede), que obteve 2057 votos.

Mesa e secretários
Já estão na pauta dois temas que prometem dar pano para a manga e dor de cabeça para muita gente, inclusive o prefeito Audifax Barcelos (Rede): a montagem do seu secretariado para a próxima gestão e a eleição para a mesa Diretora da Câmara.

Obrigado e tchau
Muitos secretários e secretários adjuntos que estiveram de corpo e alma na campanha, podem não estar na próxima gestão, perdendo seus cargos em função de compromissos partidários assumidos pelo prefeito e que também lhe garantirá a estabilidade política e governamental.

Ensaiado
Provavelmente, no final deste mês ou início de dezembro, por conta própria ou atendendo um pedido superior, algum secretário municipal terá a ‘brilhante’ ideia de reunir todos os ocupantes de secretarias e seus adjuntos e sugerir uma renúncia coletiva dos respectivos cargos.

Ensaiado II
Assim o prefeito não queimará o filme exonerando amigos, ficará bem com todos que o apoiaram e ainda ganha à liberdade para honrar compromissos escolhendo com autonomia os seus futuros colaboradores.

Audifax 2.0
Pessoas próximas ao prefeito Audifax Barcelos dizem que a superação da pneumonia que quase o vitimou, teria transformado o redista em uma “outra pessoa”. Parece que essa afirmação é verdade, pois desde a vitória no domingo, Audifax tem percorrido os bairros em carro aberto para agradecer a votação. Além disso, o prefeito tem mantido um discurso de paz entre ele e o rival Sérgio Vidigal.

Miguel na área
Um dos nomes cotados para a mesa diretora é o Miguel da Policlínica (PTC). Ele é um dos vereadores mais leais ao prefeito reeleito Audifax Barcelos (Rede). Miguel, que se reelegeu com pouco mais de 1,5 mil votos, foi figurinha carimbada nas caminhadas dos apoiadores do prefeito na campanha eleitoral.

Controle dos ânimos

Pensando em reduzir “aglomerações desnecessárias e prejudiciais”, a Justiça Eleitoral fechou uma parceria com os candidatos a prefeito da Serra, Audifax Barcelos e Sérgio Vidigal. Em documento assinado no final da semana passada, tanto pelos dois candidatos,  quanto por seus respectivos vices, ambos se comprometem a não comparecer a qualquer seção eleitoral além daquelas da qual irão votar. Esta parece ser mais uma medida para tentar controlar os ânimos no dia 30 de outubro.

Fator Vandinho
É consenso entre os dois grupos políticos rivais que a ida de Vandinho Leite (PSDB) para a chapa de Vidigal foi um fator de desequilíbrio nesta eleição, independente do resultado. Além da expertise em eleições e dos votos que levou, nos 10 primeiros dias do segundo turno Vandinho liderou a articulação para puxar ex-candidatos a vereador hospedados em partidos pró- Audifax para a barca de Vidigal. O tucano tirou várias lideranças que caminharam com Audifax no primeiro turno em redutos que Vidigal tinha certa rejeição.

Multiplicação

Esse tipo de trabalho na Serra é visto como de extrema importância, dados as características eleitorais do município, que além de não ter campanha na tv, tem um território extenso e redutos muito populosos, onde tais lideranças servem como multiplicadores da imagem do candidato que carregam consigo.

No front inimigo
Falando em redutos, neste segundo turno os candidatos focam nas regiões onde o rival é mais forte.  Vidigal investiu em Central Carapina, Jardim Carapina e Jacaraípe, redutos audifistas. Já o prefeito virou suas armas para Planalto Serrano, Vila Nova de Colares e Feu Rosa, todos redutos de Vidigal. Este último bairro foi muito trabalhado pela vice de Audifax, Márcia Lamas, além do próprio prefeito, que na última semana levou a presidenciável Marina Silva (Rede) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB) para fazer corpo a corpo por lá.

Salvando a boquinha
Alguns vereadores não reeleitos têm caído de corpo e alma nas campanhas do segundo turno na Serra. São exemplos disso, Boy do INSS do lado do ex-prefeito Sérgio Vidigal e Marcos Tongo do lado do redista Audifax Barcelos. Além de serem figuras presentes nas caminhadas dos candidatos atrás de votos, ambos têm feito críticas contundentes aos respectivos rivais, inclusive usado a internet e aplicativos de celular, como o Whats App para espalharem material em desfavor do candidato oposto.

Zap zap eleitoral
Nas redes sociais, a impressão é que os movimentos de Audifax e Vidigal mantiveram o equilíbrio da disputa. Muitos foram os ataques e acusações online, vídeos e memes não faltaram nesta campanha. No Whats App infinitas discussões entre militantes e apoiadores. Até vídeo pedindo uma improvável união entre os dois candidatos rolou.

Tiro

Entrando na última semana do 2º turno, os bastidores da campanha eleitoral na Serra parecem uma verdadeira panela de pressão e como esperado, o mar de acusações permanece agressivo. Depois que os apoiadores do prefeito e candidatos à reeleição Audifax Barcelos (Rede) divulgaram em massa um vídeo da TV Gazeta de 2013 sobre um suposto pedido de prisão contra Sérgio Vidigal (PDT), o ex-prefeito teve que vir a público e desmentir a informação e apresentar certidão negativa da Polícia Federal.

Porrada
Outro ponto marcante do vídeo foi Audifax cobrando de Vidigal uma visita que nunca aconteceu no período em que o redista esteve no hospital, insinuando ainda que o ex-prefeito queria a sua morte. Pesado. Há a expectativa de que essa última semana apareçam novos boatos e acusações mútuas. Fala-se que ambos os candidatos seguraram artilharia pesada para esta reta final.

E bomba
Depois da polêmica, Audifax soltou na internet um vídeo, no mínimo ousado, dizendo não ser o responsável pela propagação dos boatos contra Vidigal. Além disso, Audifax pede união entre ele e Vidigal, que está no meio do mandato de deputado Federal na Serra. “Você em Brasília e eu aqui na Serra”, sugerindo que Vidigal jogue a toalha na campanha em que é líder nas pesquisas de intenção de votos para a prefeitura da Serra.

Mais polícia
Elementos não faltam para crer que até o fim do segundo turno, a agressividade na campanha para prefeito na Serra vai ultrapassar todos os limites. Tanto que o TRE já pediu ao Governo do Estado que libere mais policiais para o domingo (30) de eleições. Além de trazer mais segurança, a Justiça quer combater a boca de urna.

Psiquiatria eleitoral
A briga entre Audifax e Vidigal rendeu até cenas hilárias durante o debate em um dos sites de notícias do ES nesta semana. Após um intenso bate-boca, Vidigal, que é médico psiquiatra, soltou a pérola: “Não sei por que fui seu amigo por tantos anos”, numa espécie de desabafo e autoanálise.

Psiquiatria eleitoral II
O debate foi uma verdadeira troca de farpas e acusações. No fim, com os ânimos já bem exaltados, Audifax chamou Sérgio Vidigal de mentiroso e o ex-prefeito rebateu dizendo que Audifax precisa de tratamento.

O inferno do Frei
O ex-diretor da Vigilância Ambiental em Saúde da Serra, Paulo José Viçosi, o Frei Paulão (PSB) pelo jeito não está passando pelo seu melhor ano. Depois de ser duramente criticado pela CPI dos Maus-Tratos a Animais da Assembleia Legislativa, agora também teve sua eleição para a Prefeitura de Muqui, cidade do sul do ES, anulada pelo TRE.

Esperança
Paulão foi eleito 43,54% dos votos e o motivo do indeferimento de sua candidatura se deu por dois fatos: rejeição de suas contas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCES) quando foi prefeito da cidade, em 2008 e o outro sobre problemas referentes a um convênio firmado entre o município de Muqui com o Fundo Nacional de Saúde para a compra de ambulâncias. Paulão disse que irá recorrer. Agora é aguardar cenas do próximo capítulo para ver se dias melhores virão para o Frei.

Objeto de desejo

Da tropa de choque do prefeito e candidato à reeleição Audifax Barcelos (Rede), o vereador reeleito Luiz Carlos Moreira (PMDB), vem ambicionando o comando da Câmara na próxima legislatura. Inclusive há quem diga que o burburinho em torno do nome do também Audifista e reeleito Alexandre Xambinho (Rede) para o mesmo cargo é para gerar discórdia entre os vereadores, com a finalidade do nome de Moreira parecer mais palatável. Isso, claro, se Audifax vencer a dura disputa contra Sérgio Vidigal (PDT) neste segundo turno.

Esculacho audiovisual

Nessas eleições, a internet vem sendo palco de troca de acusações e discórdia entre os apoiadores de Audifax e Vidigal. Em especial as montagens de vídeo, que vão desde produções grotescas a materiais muito bem trabalhados. Tais vídeos têm sido espalhados não só pela militância, mas por vereadores e lideranças políticas expressivas na cidade.

Preconceito edil
Esta semana um vereador da Serra que inclusive têm trabalho na área cultural, andou espalhando o vídeo que mostra uma mulher vestida com traje típico de religião afro-brasileira, abraçando o candidato à prefeitura, Sérgio Vidigal (PDT). Na postagem o vereador diz que Vidigal ‘fez macumba’ para gerar a grave pneumonia que quase tirou a vida de Audifax (Rede).

Infiéis
Os vereadores eleitos do PSB, partido aliado e quem tem a vice na chapa de Audifax, não querem saber de dar uma força para a dura disputa que o prefeito está travando com Sérgio Vidigal (PDT). Pelo contrário, Geraldinho Feu Rosa, eleito com 2004 votos, recentemente subiu no trio elétrico de Vidigal e discursou em prol do ex-prefeito. Já Cabo Porto, não dá um pio em favor de Audifax.  O detalhe é que Cabo Porto é da região de Jacaraípe, reduto do deputado estadual e aliado de 1ª hora de Audifax, Bruno Lamas (PSB).

Imitou
Com a mudança de marqueteiras da campanha de Audifax, que trocou a ex-secretária de Comunicação da gestão Casagrande, Flávia Mignoni pela já conhecida Jane Mary, o material gráfico do prefeito sofreu alterações. O que chamou a atenção foi à similaridade entre o novo material de Audifax com o do rival Sérgio Vidigal. Não é para menos, Jane foi marqueteira de Vidigal durante anos.

Trincado
Nem Vidigal e Audifax devem usar o PT como munição para desgastar o oponente. Como já era de se esperar, o partido de Lula trincou os apoios no segundo turno na Serra. Mantém seu DNA tanto na campanha de Audifax quanto na de Vidigal. O presidente do partido na Serra, Cléber Lanes e o único vereador eleito, Aécio Leite, já declararam apoio publico à Vidigal, enquanto Lourência Riani (foto), vice-prefeita, ratifica: “estou com Audifax”.

CPI eleitoral
Sobre as três CPI’s que foram abertas na Câmara da Serra contra a atual administração, aliados do prefeito Audifax dizem que se ele vencer, as CPI’s serão naturalmente extintas, pois não terão sustentação política. As CPIs investigam obras inacabadas, áudios sobre supostos atos de corrupção e mortandade de peixes na Juara. E se Audifax perder?

CPI eleitoral II
As CPIs, diga-se de passagem, foram articuladas por vereadores pró-Vidigal. Eles foram espertos ao criar as três de uma vez só. Na Câmara não pode haver mais do que três CPI´s simultaneamente, logo os vidigalistas fecharam a possibilidade dos vereadores aliados de Audifax criarem uma CPI para contra atacar Vidigal.

Vote no meu

O que todos querem saber é se o popular Geraldinho Feu Rosa, eleito vereador no último domingo (02) com 2004 votos, vai usar a mesma estratégia eleitoral para aprovar seus projetos de lei na Câmara da Serra. Geraldinho pedia voto sentado no teto de um carro adaptado com os braços esticados ostentando uma placa com seu nome e número. Imagine Geraldinho de terno e gravata em cima da mesa diretora da Câmara com uma placa: Vote no meu Projeto de Lei!

Mestre ‘Xaba’
Na última segunda-feira (03), um dia após as eleições municipais, o governador Paulo Hartung (PMDB) recebeu no palácio Anchieta, os prefeitos eleitos das cidades de Anchieta, Cachoeiro de Itapemirim, Ibatiba, Pedro Canário e Rio Novo do Sul, todos com menos de 40 anos, e colocou-os na mesma mesa com jovens empreendedores do ES.  Em tom professoral, Hartung entregou aos futuros mandatários, uma cartilha com orientações sobre a gestão pública e pregou o discurso da austeridade diante do difícil cenário do país e do ES.

Mestre Xaba II
Paulo Hartung tem vendido o discurso para a imprensa local, e até nacional, de que o Estado vem atravessando esse momento difícil com equilíbrio, numa espécie de auto elogio velado. Mas não é bem isso o que vem acontecendo. Nosso Produto Interno Bruto (PIB) regrediu quase 15% entre agosto de 2015 e 2016, enquanto o do país recuou 3,8%. Obras importantes do Estado estão paradas como o Contorno de Jacaraípe, Cais das Artes e reforma da Escola Aristóbulo Barbosa. Outras, como a do Contorno do Mestre Álvaro e do Faça Fácil da Serra, nem do papel saíram.

Mesa cobiçada
Enquanto transcorre a campanha do segundo turno, outra corrida eleitoral, mas sem a participação dos eleitores, já toma conta dos bastidores: a eleição de mesa diretora da Câmara. Rodas de conversas estão fervendo e os novos vereadores eleitos já estão sendo assediados. É quase unânime a leitura de que o próximo prefeito – seja Audifax ou Vidigal – não terá grande dificuldade para colocar alguém de sua confiança no comando da casa.

Nem tão favoritos
Os nomes que começam a emergir nessa disputa são os da atual presidente, Neidia Pimentel (PSD), Aécio Leite (PT), Nacib Hadad (PDT), Xambinho (Rede). Mas podem ter outros na ‘moita’. Neidia encontra resistência, pois a sua gestão é marcada pelo baixo número de vereadores que conseguiu se reeleger. Nacib está longe de ser consenso e Xambinho é o apadrinhado do prefeito Audifax. Pesa contra Aécio estar numa sigla desgastada – o PT – e reduzida a um apenas um vereador, além de não ter ficado do lado nem de Audifax nem de Vidigal. Está tudo em aberto.

Troca de afilhado
O resultado da eleição mostrou que o prefeito Audifax pode apostar suas fichas em Xambinho para ser o seu sucessor na Serra, uma vez que Bruno Lamas é filiado ao PSB e não a Rede. Prova disso foi o esforço do prefeito para a reeleição de Xambinho, que acabou alçando o vereador a um tamanho muito maior do que ele realmente tem.

Guarda da discórdia

Mesmo após muitas controvérsias, o prefeito Audifax (Rede) conseguiu colocar a Guarda Municipal na rua, ainda que em caráter de estágio. E transformou isso numa imensa peça de marketing eleitoral. Fotos e vídeos voltados à internet são o que não faltam, e além de um discurso muito bem ensaiado por parte da militância audifista. Alguns aliados de Sérgio Vidigal (PDT) têm questionado que, aparentemente, estes guardas têm sido colocados para andar nos redutos vidigalistas.

Bate boca
Durante a sabatina da OAB-Serra na Câmara da Municipal com os candidatos a prefeito, Gideão Svensson (PR) e um advogado chegaram a bater boca depois de uma pergunta feita pelo advogado, a respeito da renovação do contrato com a empresa de coleta de lixo Engeurb, no fim da última gestão de Sérgio Vidigal. Gideão questionou que o referido advogado não teria “credibilidade para fazer perguntas”, uma vez que é assessor comissionado de Audifax Barcelos.

Blindado
Segundo integrantes do PV, o partido estava querendo dar uma rasteira no presidente municipal e advogado Dr. Marcelo. Mas ao que tudo indica, Audifax que tem muita influência junto aos verdistas, deve segurar o atual presidente. Isso porque Marcelo tem se mostrado muito leal ao projeto de reeleição do prefeito. Além de entrar na justiça acusando Vidigal de ocultação de patrimônio, Marcelo teve papel de destaque no debate da OAB, onde deferiu fortes críticas com toques de ironia à Vidigal. Fato que visivelmente incomodou muito o ex-prefeito.

Com quem vou?
No caso de um segundo turno na Serra, o PT ficará em uma situação inusitada: por um lado mantém boas relações com Audifax, tendo inclusive a atual vice-prefeita Lourência Riani assumido interinamente o comando do executivo municipal, deste que o prefeito adoeceu. Por outro lado, a suplente de Vidigal é justamente a petista Iriny Lopes, que o partido a nível estadual e nacional, gostaria muito de tê-la de volta na Câmara Federal.

Debilitado

O Jornal Tempo Novo informa que não haverá entrevista com o candidato Audifax Barcelos que estava marcada para esta semana. Diante do quadro médico e seguindo as recomendações médicas, a equipe de Audifax preferiu não desgastar o candidato. As entrevistas com candidatos em épocas de eleição já são tradicionais no Tempo Novo, e têm por mérito abrir espaço para os postulantes ao posto de prefeito exporem seus projetos para a cidade. Semana que vem será a vez de Givaldo Viera do PT.

Barcelona em guerra
A acirrada disputa eleitoral entre os candidatos a vereador no bairro Barcelona, tem rendido episódios tragicômicos nos últimos dias.  Entre eles, um cachorro que mordeu o braço de um rapaz que queria tirar a placa do vereador e candidato à reeleição Alexandre Xambinho (Rede), que estava pregada na grade de uma casa de um dos seus apoiadores. Por lá, se ouve que o sumiço misterioso de placas está rolando solto.

Barcelona em guerra II

Outro episódio que levantou questionamentos em Barcelona foi o desaparecimento de computadores da sede do Pros, do também vereador e candidato a reeleição Basílio da Saúde. Apesar das especulações, não existe confirmação que o tal sumiço tenha caráter político. A turma do Pros se resume a dizer que os computadores já foram recuperados.

Muleta na eleição

Segundo informações de sua assessoria, Audifax Barcelos (Rede) segue com restrições médicas e permanece com limitações para se locomover. A expectativa é que o prefeito vá paras ruas nos últimos dias de campanha, se acontecer, provavelmente Audifax terá auxilio de cadeira de rodas ou muleta.

Tal padrinho, tal afilhado

Por ironia ou não, na semana retrasada um dos seus principais apoiadores, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB) sofreu uma queda e teve ruptura completa dos ligamentos do pé, com isso, Lamas também esta dependendo de auxilio de muleta ou cadeira de rodas para se locomover. Será que veremos ambas as lideranças juntas andando de cadeira de rodas pelas ruas da Serra?

Aguaceiro de promessas

O tema água começa a aparecer na fala dos candidatos das eleições municipais. Postulante a voltar à cadeira de prefeito da Serra, o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) disse a um grupo de estudantes no último dia 15, que defende a criação de um consórcio entre prefeituras da Grande Vitória para gestão da água em situações extremas como a atual. Também prometeu criar uma política de reuso de água em indústrias.

Aguaceiro de promessas II

O governador Paulo Hartung (PMDB), prometeu no início de 2015, que até o final de seu 3º mandato (2018), Vale e ArcelorMittal Tubarão estarão reaproveitando esgoto das estações de tratamento de esgoto da Grande Vitória. Por hora, a intenção ainda está no papel, através de um estudo que está sendo feito envolvendo a Arcelor e a Cesan. Esta é uma antiga reivindicação de ambientalistas da Grande Vitória, que a defenderam ainda na década de 2000 quando nas gestões anteriores de Hartung foram dadas licenças ambientais para a expansão da siderurgia em Tubarão.

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