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Serra, 6 de julho de 2018 às 9:56

Cidade tem moradores que preferem não tomar vacina


A campanha de vacinação contra a gripe terminou no dia 23 de junho e foram imunizados 90 mil pessoas na Serra. Foto: Agência Brasil

Gabriel Almeida

Mesmo com o Brasil realizando campanhas de vacinação todos os anos, vêm crescendo o número de pessoas que optam por não se vacinar. Os motivos são diversos e isso vem preocupando o Ministério da Saúde e profissionais de saúde, que garantem que a vacinação é de extrema importância para a população.

E não há alerta que convença algumas pessoas. É o caso do morador de Valparaíso, Geneci Tavares. Ele conta que nunca se vacinou e nem pretende. “Eu não tomo a vacina porque acredito que é perigoso. Eles injetam no organismo vírus modificados para combater o próprio vírus e, além disso, causar fortes efeitos colaterais. Prefiro ficar sem me vacinar”, afirma.

Já o José Vitório, morador de Macafe, diz que não se vacina por motivos religiosos. “Eu e minha família não tomamos vacinas de forma alguma. Também evito usar qualquer tipo de medicamento industrializado, só tomoem caso de urgência. Fora isso é tudo natural”, frisa.

O médico infectologista, Luiz Henrique Cardoso Borges, alerta que a não vacinação pode ser fatal para a pessoa, além do risco de recolocar no circuito doenças que já estavam erradicadas.  “A importância da vacina é a prevenção de doençascuja letalidade é alta. Um exemplo é o tétano, que é altamente letal e a vacina protege 100% o risco. Outras doenças estão sem notificações há anos no mundo por causa de vacinas”, revela.

Luiz ainda explicou que algumas vacinas como a da febre amarela pode causar alguns efeitos colaterais, mas que o índice de casos é baixíssimo. “Essas vacinas de certa forma podem causar alguns efeitos colaterais. A da febre amarela, por exemplo, causa uma infecção artificial mais branda no paciente para que ele não tenha a infecção natural e esse risco é medido, mas os benefícios são muito maiores do que os riscos”, explica.

Vale lembrar que muitas doenças que eram comuns no País deixaram de ser um problema de saúde pública por conta da vacinação massiva da população. Alguns exemplos são poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche. Além de evitar a doença, a vacina garante que não aconteça um surto.

Quatro mortos por supergripe na Serra em 2018

Uma das campanhas de vacinação que aconteceu recentemente foi contra a gripe influenza. O médico Luiz Henrique explicou que a imunização não causa gripe no paciente. “A vacina pública previne três tipos de vírus (que são os mais graves) e às vezes alguma pessoa diz que tomou a vacina e ficou gripada, mas na verdade ela apenas pegou um resfriado que não foi causado pela imunização”, disse.

Em 2018 na Serra foram confirmados 15 casos de supergripe por H1N1 e 05 por Influenza A H3N2. Destes, dois óbitos por H1N1 e dois óbitos por H3N2. De acordo com a Secretaria de Saúde da Serra, outros 95 casos de moradores estão em investigação.

Sarampo está de volta

Uma doença que havia sido erradicada do país em meados da década de 1990 voltou a ter surto registrado. Trata-se do sarampo, que vem atingindo estado da região Norte e agora com notificações no Sudeste e Sul do país. Até a última quarta-feira (04) já havia 200 casos confirmados em Roraima e duas mortes. No Amazonas, a confirmação de 263 doentes. No Rio de Janeiro quatro casos estão sob investigação e sete também são investigados no Rio Grande do Sul. Até a noite de ontem (05) ainda não havia orientação do Ministério da Saúde para o município da Serra, segundo informação da Secretaria Municipal de Saúde.   




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