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Comitê capixaba publica duro manifesto que acusa Israel de genocídio e pede sanções

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Israel bombardeia a Faixa de Gaza. Crédito: Agência Brasil.

O conflito que eclodiu no Oriente Médio, especialmente na Faixa de Gaza, desencadeado após os ataques do Hamas ao Estado de Israel, tem gerado reações diversas na população brasileira. Diferentes correntes de entendimento têm se posicionado de maneira divergente. No Espírito Santo, um comitê em solidariedade à Palestina publicou um manifesto intitulado “Manifesto contra o genocídio do povo Palestino”, divulgado no último dia 29, que pede o imediato cessar-fogo na região da Palestina e exige a aplicação de boicotes, desinvestimentos e sanções por parte do Brasil ao que o grupo considera um “apartheid israelense”.

Formado por diversos movimentos e partidos de esquerda, o comitê tece críticas severas ao Estado de Israel. O documento acusa Israel de promover um genocídio contra o povo palestino: “Diante do massacre perpetrado pelo governo sionista do Estado de Israel há 23 dias ininterruptamente contra o povo palestino na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, com um saldo até o momento de 8.650 mortes de civis, sendo a maioria crianças, mulheres e idosos, nós do Movimento Palestina Livre ES repudiamos esse genocídio covarde, considerado, de acordo com tratados internacionais, como crime contra a humanidade e crime de guerra”.

O comitê também aponta os Estados Unidos como um incentivador do conflito: “Desde 1947, o governo sionista de Israel comete perseguições e deslocamentos forçados contra o povo palestino e, atualmente, está cometendo crimes considerados como terrorismo de Estado com o total apoio e suporte de seu aliado e mentor, os Estados Unidos, que, além de ter votado contra o cessar-fogo aprovado pela X Assembleia Geral Extraordinária da ONU, demandando o imediato cessar-fogo, posicionou navios de guerra na costa marítima de Israel, como forma de intimidar qualquer ação militar externa contra o genocídio cometido pelos sionistas”.

O grupo ainda pede que Israel seja retaliado pelos brasileiros e exige um posicionamento dos representantes eleitos. “Gaza se tornou um território devastado, uma terra arrasada, com os sobreviventes impedidos de acessar água, alimentos, medicamentos e energia elétrica, sofrendo graves violações de todos os direitos humanos e das Convenções de Genebra, o que configura crimes de guerra bárbaros contra a humanidade. Hospitais, igrejas, mesquitas, escolas e centros de atendimento da ONU foram destruídos por mísseis israelenses. Com o sistema de saúde colapsado e sob a sombra dos escombros, o terror, o desespero e a morte rondam a existência dos que sobreviveram”.

E finaliza: “Mães e pais escrevem os nomes dos filhos nas pernas e palmas das mãos para terem seus corpos identificados em caso de serem assassinados. Afirmamos nosso mais veemente repúdio ao genocídio perpetrado por Israel sob o pretexto de retaliação e conclamamos todas as forças democráticas do nosso Estado a se manifestar de forma vigorosa contra o genocídio do povo palestino”.

Assinam o documento as seguintes entidades e siglas: Movimento Palestina Livre – ES; PCB – Partido Comunista Brasileiro; PCdoB – Partido Comunista do Brasil; PSOL – Partido Socialismo e Liberdade; PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados; PT – Partido dos Trabalhadores; UP – Unidade Popular; UJC – União da Juventude Comunista; AGIR – Instituto Agir pela Democracia; CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e pela Paz; Comitê de Luta pela Democracia; MCSC – Movimento Capixaba de Solidariedade a Cuba; MST – Movimento Sem Terra; UNEGRO – União de Negras e Negros Pela Igualdade; TAES de Luta; Rebeldia, Juventude da Revolução Socialista; Associação Intermunicipal Ambiental em Defesa do Rio Formate e seus Afluentes – Asiarfa; CEBRAPA ES; UESC – União das Esquerdas Sul Capixaba; UJR – União da Juventude e Rebelião; MLC – Movimento Luta de Classes; RB – Revolução Brasileira; Intersindical CCT; MPAF – Movimento Policiais Antifascismo; PSB – Partido Socialista Brasileiro; Sindibancários; AMUS – Associação de Mulheres Unidas da Serra; CUT – Central Única dos Trabalhadores.

Deputado vai homenagear comunidade e apoiadores de Israel no ES: “o lado certo da história”

Deputado Israel
Vandinho Leite é o autor da sessão solene que vai homenagear relações entre Brasil e Israel.

Enquanto um segmento da sociedade capixaba acusa Israel de genocídio e pede sanções, um dos representantes eleitos do Espírito Santo, o deputado Vandinho Leite irá realizar uma sessão solene na Assembleia Legislativa para homenagear a relação entre Brasil e Israel. O evento ocorrerá no próximo dia 12 de dezembro às 19h e prometer reunir a comunidade capixaba que apoia e se identifica com o Estado de Israel.

A sessão solene, formalmente chamada de ‘Fortalecendo a aliança entre Brasil e Israel’ é promovida anualmente por Vandinho durante os últimos anos de seu mandato como deputado, geralmente no mês agosto. Mas esse ano o evento foi adiado para o final de 2023 e coincidiu exatamente com o desencadeamento dos conflitos no Oriente Médio.

Segundo Vandinho, por esse motivo, nesse ano o evento ganhará importância extra, haja vista os ataques sofridos por Israel. “Fazemos esse evento anualmente, mas dessa vez vamos realizar em um contexto do qual o Estado de Israel foi atacado por terroristas do Hamas, que promoveram atos de extrema selvageria. Vamos prestar nosso apoio a Israel e mostrar que o Espírito Santo está do lado certo da história”, disse Vandinho.

O parlamentar disse também que apoia as ações de Israel na defesa de seu território e de seu povo. Na visão dele a reação israelita é uma resposta aos ataques sofridos pelo Hamas, a quem ele classifica como grupo extremista e terrorista. “Vamos reunir uma grande comunidade judaica-cristã e prestar nossa solidariedade; além disso vamos prestar homenagens a importantes personalidades responsáveis pelo fortalecimento desses laços culturais e religiosos”.

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