A depressão entre adolescentes e jovens é um problema crescente que afeta não apenas a saúde mental, mas também a qualidade de vida e o futuro desses indivíduos. O ambiente onde vivem e trabalham, além dos efeitos da vida moderna, contribuem significativamente para esse aumento. A pressão para se destacar academicamente e a competição constante são fatores que pesam sobre os jovens. Além disso, a exposição às redes sociais pode criar uma sensação de inadequação e baixa autoestima, pois muitas vezes as pessoas se comparam a imagens idealizadas e irreais.
A tecnologia, embora útil, também tem um lado negativo. A dependência das redes sociais pode levar ao isolamento social e ao estresse, especialmente com a exposição a notícias negativas e cyberbullying. Esses fatores podem aumentar a ansiedade e a sensação de desconexão, mesmo quando estão cercados por outras pessoas. A falta de tempo para atividades de lazer e relaxamento, essenciais para a saúde mental, agrava a situação. Além disso, a rotina acelerada e a expectativa de produtividade constante podem gerar sentimentos de sobrecarga e frustração.
Para lida com a depressão, é fundamental criar ambientes acolhedores e apoiadores. As escolas devem implementar programas de educação emocional que ensinem os jovens a perceber e compreender os seus sentimentos e emoções, podendo assim contribuir em lidar com o estresse e a ansiedade de forma saudável. A conscientização sobre a importância da saúde mental é essencial para reduzir o estigma e encorajar os jovens a buscar ajuda quando necessário. Pais, professores e amigos devem oferecer apoio emocional contínuo e encaminhar os jovens para ajuda especializada quando necessário.
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A inclusão de psicólogas e psicólogas da educação nas escolas pode ajudar a promover uma compreensão mais ampla desses transtornos e a encorajar os jovens a falar abertamente sobre suas emoções. Além disso, a implementação e funcional da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), para que enquanto rede a escola, a unidade básica de saúde e outros aparelhos públicos possam trabalhar conjuntamente para acompanhar e auxiliar os jovens, adolescentes e toda comunidade escolar. Assim como, a criação de espaços seguros para discussões sobre saúde mental pode ajudar a fortalecer a resiliência dos jovens e a prevenir o agravamento dos sintomas depressivos.
Ao reconhecer o impacto do ambiente e da vida moderna, podemos criar uma sociedade mais consciente e apoiadora, onde os jovens possam crescer de forma saudável e feliz. Isso envolve não apenas a implementação de políticas públicas, mas também a mudança de comportamentos e atitudes no cotidiano. Com uma abordagem holística e solidária, podemos enfrentar esse desafio e construir um futuro mais promissor para as gerações futuras.
Nilson Sant’Ana Aliprandi é Psicólogo Clinico – CRP 16/11049.
Psicólogo Humanista que realiza psicoterapia para adultos baseado na Abordagem Centrada na Pessoa. Também tem foco na prevenção do suicídio e autolesão, luto, negritude, LGBTQIAPN+, ansiedade, transtorno alimentar, depressão, autoconhecimento e etc.
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