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Política

Serra, 20 de abril de 2017 às 10:57

Deputado diz que tem influência do Anchieta em eleição interna no PT


 

A principal bandeira de campanha do deputado é a saída do PT da base do governo Hartung. Foto: Divulgação / ALES

Alegando irregularidades, na noite desta terça-feira (18), a Comissão Eleitoral do PT-ES, decidiu pela anulação dos votos em oito municípios capixabas. Esses votos são referentes à eleição interna do partido durante a etapa municipal, ocorrido no dia 09 de abril. Com isso, o deputado federal Givaldo Viera perde o status de favorito e amarga a redução do seu percentual de 51% para 48%. A principal bandeira de campanha do deputado é a saída do PT da base do governo Hartung. Ele considera que foi uma manobra típica de “tapetão” e que houve influência do Palácio Anchieta.

Os municípios são: Águia Branca, Alfredo Chaves, Barra de São Francisco, Governador Lindenberg, Ibatiba, Brejetuba, Pinheiros e Santa Teresa. A votação decide o número proporcional de delegados que cada chapa poderá eleger. Serão estes delegados os responsáveis por votar na eleição para escolha do presidente do PT-ES no início de maio.

O novo cenário beneficia dois dos adversários de Givaldo. O ex-prefeito de Vitória, João Coser, responsável pela chapa “Alternativa para o Espírito Santo” que pulou de 18% para 20%. Já o deputado Nunes, responsável pela chapa “Construindo um novo Brasil” que tinha feito 28%, agora soma 30.7%. Com isso, Givaldo fica em desvantagem em relação aos adversários, já que há uma tendência muito forte de Coser e Nunes se unirem e ultrapassarem 51% dos delegados. 

Sobre o assunto, Givaldo disse que vai recorrer a Nacional do partido. “Estamos preparando um recurso à Nacional, que será entregue hoje (19)”, disse Givaldo.

Givaldo diz que a comissão eleitoral é dominada por membros ligados a Coser e Nunes. “Se basearam em pequenas inconformidades e sem passar orientações, remeteram os recursos. Anularam a votação em cidades escolhidas a dedo, com o objetivo de mudar o resultado da eleição no tapetão”, alertou. 

Sobre uma eventual influência do Palácio Anchieta, ponderou. “No mínimo indiretamente há influência (do Palácio) porque a combinação é esta”, avaliou.

Edson Wilson, que levou o recurso para a Executiva Estadual e é representante da chapa do deputado Nunes, disse foram verificadas várias irregularidades. “Urnas abertas antes da hora, não inclusão de nomes na lista oficial que o PT Nacional disponibiliza e foram feitas cópias das listas de votantes, o que é proibido”, explicou.

O Congresso Estadual do PT está marcado para os dias 5, 6 e 7 de maio, quando serão eleitos os dirigentes estaduais da legenda.




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