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Do fracasso à apoteose

Por Thiago Albuquerque

Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro não! Esse era o pedido de grande parte da população brasileira, da imprensa nacional e dos críticos de plantão. Tratada como um fracasso anunciado, a Olímpiada Rio 2016 acabou sendo única e mágica. O trecho da música Aquele Abraço de Gilberto Gil, ‘o Rio de Janeiro continua lindo’, nunca foi tão enfatizado pela boca dos cariocas, cujos olhos transbordavam orgulho.

Vi de perto o choro emocionado de uma senhora de 73 anos que ao meu lado, durante a inesquecível final do futebol masculino no Maracanã, falava: “feliz por meu Rio ter sido exuberante”.

O ouro é nosso! O estádio do Maracanã, maior palco do mundo com duas finais de Copa do Mundo, teve um roteiro perfeito, Brasil e a temida Alemanha na final. Com a facilidade para entrar no estádio desde a parte da mobilidade, quando milhares andavam para pegar o BRT, seguindo pelo metrô, a esperança seguia a cada metro em que se aproximavam do estádio.

O templo sagrado do futebol começava a ser tomado pela cor amarela, a torcida mostrava apreensão e segurança ao mesmo tempo. Atrás eu vi quatro americanos filmando todos os momentos. À minha esquerda, uma família de holandeses todos de laranja, ansiosos para ver o que iria acontecer. Ao tocar do hino nacional, as minhas lágrimas se juntaram às outras 75 mil e por um momento esquecemos todos os problemas do país.

Em êxtase, a torcida cantava alto: “Pula sai do chão quem é pentacampeão”. Os estrangeiros seguiam o embalo encantados com tamanha felicidade. Tirando os problemas extracampo e polêmica de nosso maior craque, ver de perto a atuação de gala do Menino da Vila, Neymar, foi prazeroso. A batida do pênalti que deu o ouro inédito provocou a explosão de um grito entalado há décadas. O sábado 21 de agosto de 2016 jamais será esquecido.

No domingo, depois do também inesquecível ouro do vôlei masculino de quadra, nem o vendaval, a chuva e o frio atrapalharam a apoteótica festa de encerramento.   Muita música, dança, atletas, público, voluntários e jornalistas. O Maracanã aos poucos ia se despedindo daquele momento.

Ao fim passamos a bola para o Japão. O fogo Olímpico é apagado na Cidade Maravilhosa e entregue nas mãos do grande Mário Bros, encarnado por nada mais nada menos que o premiê japonês.

Ana Paula Bonelli

Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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