Especialistas alertam que só segurança em escolas não é suficiente para combater violência | Portal Tempo Novo

Serra, 19 de junho de 2019

Portal Tempo Novo - O Portal da Serra, ES

Geral

Serra, 15 de março de 2019 às 10:33

Especialistas alertam que só segurança em escolas não é suficiente para combater violência

Por Gabriel Almeida
[email protected]

Guilherme Taucii, de 17 anos, foi um dos responsáveis e sofreu bullying na escola, diz mãe. Foto: Divulgação

O massacre que deixou nove mortos dentro de uma escola pública de Suzano (SP) chocou o país e levantou o debate sobre a violência nas escolas. Para a psicóloga Janaina Fernanda Pereira, o problema é complexo e exige ações de combate ao bullying, à discriminação e às violências verbal, física e psicológica. “Só a segurança não é suficiente para combater esse tipo de violência”, afirma a psicóloga.

As investigações da motivação do atentado, cometido por dois jovens, estão em andamento. No entanto, segundo a mãe de um dos assassinos, que tinha 17 anos e era ex-aluno da escola de Suzano, ele sofria bullying e deixou os estudos por esse motivo. Atualmente, o combate a essa prática nas escolas já é lei, mas milhares de crianças e adolescentes ainda são vítimas.

De acordo com Janaina, que também é professora universitária na Serra,o bullying é motivado por problemas sociais antigos e graves no Brasil e, por isso, deve ser discutido e combatido dentro de sala de aula. “Tais violências fazem parte do cotidiano escolar e estão enraizadas na sociedade. Só a segurança não é suficiente para combater esse tipo de violência. Para resolver o problema da violência em qualquer escola é preciso desconstruir preconceitos históricos, desnaturalizar falas e gestos que carregam consigo agressões e fomentar o debate da diversidade existencial”, afirma.

Para a psicóloga, combater a violência nas escolas só será possível se houver valorização humana da comunidade escolar, incluindo estudantes, professores, funcionários, pais e a própria comunidade ao entorno.

A também psicóloga Joyce Santos Firme defende a presença de um profissional da área nas escolas. “O nível de violência ocorrido em São Paulo nos mostra a fragilidade coletiva e pessoal dos envolvidos:falta segurança patrimonial e um profissional de psicologia nas escolas. Também revela conflitos pessoais e de relação de poder. Mas é preciso pensar também em políticas de prevenção junto à família, com o espaço acessível e estratégico àquele público.Mais investimento em educação também é fundamental”, disse.

Programa municipal trabalha valores humanos

No município da Serra, as escolas da rede de ensino municipal contam com o programa Educação em Valores Humanos, que leva temas como ética, respeito, amor, não violência, honestidade, responsabilidade, solidariedade e humildade para dentro das salas de aula.

O secretário de Educação da Serra, Gelson Junquilho, diz que o programa, que já alcançou mais de 60 mil estudantes,tem feito a diferença na vida de toda a comunidade escolar. “A iniciativa voltada para os valores humanos é pioneira no estado e tem colhido bons resultados. Entre as diversas ações desenvolvidas, destacam-se os projetos de horta escolar, emocionômetro, relaxamento e meditação, carta entre amigos e jardim dos valores”, disse.

Leia também: 

Massacre de Suzano aumenta temor sobre insegurança em escolas na Serra

 



O que você acha ?

Como você avalia os 6 primeiros meses de Renato Casagrande no Governo do Estado?

Ver Resultados

Carregando ... Carregando ...

Veja também

Portal Tempo Novo

Rua Euclides da Cunha, 394 - sl 103 e 104 - Laranjeiras, Serra, ES

CEP:29165-310 - Tel: 27 3328-5765

Todos os direitos reservados ao Jornal Tempo Novo © Desenvolvido por