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Faltam água e políticas públicas

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Por Yuri Scardini

É só andar pela cidade com um olhar pouco mais atento, que se vê a situação da vegetação. O verde sumiu, e o que predomina agora é o amarelo. Isso é só um sinal que a chuva, novamente, deixou a desejar. A grande consequência dessa situação pode ser um triste e inédito racionamento de água. Talvez já esteja acontecendo, mesmo que a Cesan não assuma.

Em outras cidades, a falta d’água já se concretizou. “Se não mudar a realidade, vamos ter que esvaziar Itaguaçu e mudar de cidade”, foi a impactante fala do prefeito de Itaguaçu, Darly Dettmann (PMDB). Há mais de 10 dias a cidade está sem água para abastecimento humano.

Trazendo este problema para a esfera política, afinal, os tomadores de decisão responsáveis pela condução da vida em sociedade, estão lá – ou deveriam estar e a angústia aumenta. Nesta seara, o tema é tratado de forma sepulcral.  Nada de concreto vindo do Legislativo e Executivo, tanto Estadual quanto Municipal. Não se vê nada de estimulante nos planos de governo dos candidatos a prefeito da Serra sobre gestão das águas.

O que há são as velhas propostas genéricas, opacas e sem efetividade alguma. Parece que o que sobrou para o capixaba e o serrano é rezar. Nada mais natural numa sociedade onde as lideranças políticas dão mais ênfase ao discurso religioso, vide a retórica de boa parte dos candidatos e correligionários nesta eleição da Serra.

Em grande parte, a culpa pela falta d’água é sim do Estado, que não se preparou para o que estava por vir. E quando resolveu se mexer, fez de forma inconsistente. Vão captar água do rio Reis Magos para ajudar no abastecimento, porém tal manancial encontra-se salgado, devido ao avanço do mar em vista da baixíssima vazão. Além de uma das suas fontes geradoras, o rio Timbuí estar quase seco. Uma obra orçada em R$ 60 milhões que pode ser um fiasco em épocas de seca. Seca esta que será cada vez mais comum e frequente, apontam prognósticos climáticos da ONU.

A população vai caçar as bruxas

Também não se pode eximir os representantes da Serra e os poderes municipais dessa fúnebre realidade. Incluindo aí, o deputado Bruno Lamas – único representante da Serra na Assembleia Legislativa – que se mostra mais preocupado em eleger sua mãe com vice-prefeita da Serra, do que contribuir na busca por soluções da crise da falta d’água. No parlamento serrano, uma Câmara que passou quatro anos brigando por poder e protagonizando cenas incongruentes para uma Casa de Leis.

Raros foram os momentos em que esteve na pauta dos vereadores a falta d’água. Nenhum projeto de incentivo fiscal para empresas que prestam serviço de instalação de sistema para captar água da chuva, ar condicionado e recuperação de água de reuso, ou seja, reaproveitamento de esgoto. Na outra ponta, uma prefeitura apática e omissa neste assunto, repassando o problema para o Estado e fingindo que não é com ela.

Enxerga-se um processo de desertificação do ES há anos. Mesmo assim, não houve nada de estruturante vindo da classe política, e agora à beira do racionamento dentro do contexto eleitoral, ainda não se vê. Quando o serrano abrir a torneira e não cair água, terá entendido definitivamente a profundidade do problema. A sociedade com seu impulso punitivo irá sair em busca dos culpados. E para os candidatos que colocaram Deus como seu plano de governo? Irão repassar a culpa para o próprio quando a fúria social chegar?

Como um estado cuja base econômica está na siderurgia e celulose irá prosperar sem água? Como uma cidade industrial como Serra, vai oferecer água para suas empresas? O ES precisa de represas, precisa despoluir e reflorestar as bacias hidrográficas; investir maciçamente em tecnologias de reaproveitamento de esgoto.

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