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Serra, 18 de Maio de 2018 às 10:42

Já choveu quase o dobro do esperado na Serra


Alagamento em abril no bairro Lagoa, Jacaraípe: região voltou a sofrer esta semana. Foto: Divulgação/ Guilherme Lima

Bruno Lyra

Não é só impressão. De fato 2018 tem sido bastante generoso com chuva no Espírito Santo e na Serra não tem sido diferente. Segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper), apenas janeiro e março acabaram tendo chuva um pouco abaixo da média histórica em alguns pontos do estado. E até agora, já choveu na Serra quase o dobro do esperado. 

Nas quatro estações onde é feita a medição no município, o acumulado de janeiro até o último dia 15 de maio apontava precipitação elevada: em Barcelona (Civit I) caíram 954,27mm (milímetros) no período. Em Serra-Sede, choveu 953,59 mm. Em Cidade Continental, o volume de chuva medido chegou a 909,2 mm. Jacaraípe, por sua vez, teve registro de 849,38 mm.

Em todos os casos para o intervalo entre 1º de janeiro e a última terça-feira (15). Detalhe que a média histórica para o período, em toda a cidade, é de 533 mm. Segundo Incaper essa é a precipitação média esperada considerando as observações feitas entre 1984 e 2014.

De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, tanta umidade em 2018 tem explicação. “Janeiro e março tiveram chuvas abaixo do normal na maior parte do ES, que esteve sob atuação de massas de ar seco. Fevereiro teve chuvas abundantes devido a um forte episódio de ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). Abril teve chuvas intensas por causa da passagem de uma frente fria muito intensa e por causa dos ventos marítimos associados a um bloqueio atmosférico em alto-mar. Maio está também chuvoso na região por causa da passagem de várias frentes frias (foram 3, só nas duas primeiras semanas do mês). As frentes provocaram, em média, dois dias de chuva”, diz a nota enviada pelo órgão à reportagem.

Transtornos e benefícios

Tanta chuva também tem gerado transtornos. Além de alguns alagamentos pontuais, inclusive da região de Jacaraípe onde a cidade recebeu a maior obra de macrodrenagem nos últimos anos, a proliferação de mosquitos preocupa. Inclusive o município tem intensificado as ações de combate com fumacês e armadilhas, ressalta a assessoria de imprensa da Prefeitura.

O lado bom é que o rio Santa Maria, que quase secou e deixou a cidade sem água durante a mega estiagem entre 2014 e 2016, vem apresentando grande vazão. Na última quarta-feira o manancial vertia mais de 70 mil litros por segundo, sete vezes acima da média de 10 mil litros para o período. Os números são da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh).




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