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Serra, 12 de abril de 2019 às 10:54

Mais Médicos tem desistências e prejudica atendimento na Serra

Por Vilson Vieira Jr
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Moradores reclamam da demora para consultar na unidade de Feu Rosa (Foto: Divulgação/PMS)

Pelo menos 18 médicos deixaram de atender a população do município nas últimas semanas. Parte deles era do grupo de brasileiros que veio através do Programa Mais Médicos para substituir os profissionais cubanos, que deixaram o programa após a eleição do presidente Jair Bolsonaro no final de 2018.  

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), por meio da assessoria de imprensa, disse que dos 81 profissionais do Mais Médicos, 18 solicitaram exoneração. “A Prefeitura se preocupa com esse déficit e aguarda que o Ministério da Saúde reponha esses médicos dentro do prazo previsto”, disse, sem informar o prazo.

Enquanto a reposição desses profissionais não acontece, cuja tarefa cabe ao Governo Federal, a Sesa explica que as vagas estão sendo cobertas por servidores de contrato e concurso público. Por isso afirma que “o atendimento não está sendo prejudicado”.

Segundo a assessoria, a motivação para as desistências seria a realização de cursos de residência médica por parte dos profissionais. Os médicos que atuam pelo Mais Médicos são generalistas.

Embora o município afirme que repõe as perdas, quem depende da saúde pública tem outra percepção. “Não está tendo clínico geral. Vejo muita gente se queixando para conseguir agendar uma consulta, que está demorando até 40 dias”, relata Izelia Bonelli, moradora de Feu Rosa.

Do mesmo bairro, Ângela Márcia da Silva conta que a demora pode levar de 30 a 60 dias para uma consulta. “Está muito ruim. Até para mostrar um exame, a espera leva 30 dias. Você tem urgência e não consegue atendimento a tempo”, lamenta.

Em novembro do ano passado, o governo de Cuba decidiu abandonar o programa Mais Médicos após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmar que os médicos cubanos só poderiam continuar se fizessem exame de revalidação do diploma, recebessem o valor integral do salário (o governo da ilha caribenha fica com cerca de 70% dos proventos) e ainda pudessem trazer familiares para o Brasil.

Da Grande Vitória, a Serra era a que tinha mais médicos cubanos, cerca de 30. No Brasil, desde 2013, o programa federal Mais Médicos teve como objetivo enviar tais profissionais para regiões distantes ou periferias de grandes cidades, locais onde médicos brasileiros se negam a ir trabalhar.  




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