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Cultura

Serra, 19 de julho de 2018 às 12:28

Manguinhos recebe Zé Geraldo neste sábado


O cantor tem mais de 50 anos de carreira e é dono de sucessos como ‘Senhorita’. Foto: Divulgação

Ana Paula Bonelli

Neste sábado (21), o balneário de Manguinhos, vai receber um dos ícones da música popular brasileira. O músico e compositor mineiro Zé Geraldo estará no Restaurante Chico Bento fazendo um super show a partir das 18 horas. A abertura será do cantor serrano Artur Nogueira e haverá participação especial também do músico Sandrera.

Criado em Governador Valadares, cidade do vale do Rio Doce, Zé Geraldo tem 73 anos e é dono de sucessos como ‘Senhorita’, ‘Cidadão’, ‘Semente de tudo’, ‘Olhos mansos’, ‘O profeta’, ‘Milho aos Pombos’ e ‘Na barra do seu vestido’.

São mais de 50 anos de carreira e vinte discos lançados, além de participação  em outros quatorzes álbuns. Em 2006, lançou o CD/DVD intitulado Um Pé no Mato, um Pé no Rock, no qual faz referência a suas principais influências musicais, Tião Carreiro e Bob Dylan.

No palco, Zé Geraldo canta, toca violão e gaita e apresenta versões que fez para músicas como ‘Hey Joe’ de Jimi Hendrix. Confira entrevista concedida pelo cantor ao Tempo Novo no final da matéria.

Os ingressos estão a venda por R$ 40 (1ºlote / meia entrada), R$ 50 (2º lote/meia entrada) e R$ 60 (3º lote/meia entrada). Podem ser adquiridos nas lojas Chilli Beans (shoppings Laranjeiras, Mestre Álvaro, Vitória, Vila Velha, Praia da Costa e Moxuara), no restaurante Chico Bento (Manguinhos, Laranjeiras e Jardim da Penha), Prenda Multishop (Jacaraípe e Novo Horizonte) e Delicias da Vila e Lua Cheia Bar, em Manguinhos. Online pelo site Superticket.

A área do evento é aberta e possui acesso a praia e mesas e cadeiras. Informações 99754-0818. 

“Tenho uma relação de carinho com os capixabas”

Qual a expectativa para o show de Manguinhos?

Quando que vou tocar no Espírito Santo, a expectativa é muito boa. Eu tenho uma relação de muito amor e carinho com a população capixaba. Sei que é sempre uma boa cantoria. O repertório será um apanhado das minhas músicas, dos meus discos, da minha carreira, uma ou outra música nova.

Costuma vir ao Espírito Santo?

Sempre. Fui praticamente em todas as praias do Estado. Estou acostumado a visitar o ES  mesmo quando não vou tocar. Minha irmã tem um apartamento em Guarapari e viajamos para a cidade direto. Na Serra, é a segunda ou terceira vez que toco e gosto muito do lugar.

E sua relação com a música capixaba?

Minha ligação maior sempre foi com a Manimal, sou compadre do Alexandre Lima, sou padrinho da filha dele. Também tenho uma relação muito legal com o Amaro Lima, Marcelo Ribeiro, Marcio Castelar, Carlos Bona.

Tem trabalho novo vindo por aí?

Sim, vou lançar um disco novo daqui dois ou três meses. O título será ‘Ei, Zé’, uma versão do sucesso do Jimi Hendrix,  ‘Hey Joe’. Daí fiz uma adaptação. O disco será composto de músicas nacionais, composições minhas e de outros autores também.

Uma de suas canções icônicas é Rio Doce, feita em homenagem ao rio que banha terras mineiras e capixabas e que agora está devastado pela lama da Samarco (Vale + BHP Billiton)…  

Assim que aconteceu a tragédia, um mês depois, fiz um show em Mariana em benefício das pessoas que foram atingidas. Agora um ano e meio depois, voltei a cantar lá em praça pública. Reencontrei famílias atingidas e soube por elas que não foram indenizadas e ainda estão sendo vistas como vilãs pelo restante da população. É revoltante. E quanto ao rio, gostaria que outras gerações possam usufruir, como eu usufrui na minha infância. O primeiro rio que eu pesquei um peixe foi o rio Doce. Tenho uma história com ele e significa muito pra mim.

 




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