Serra, 20 de julho de 2018

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Economia

Serra, 16 de Março de 2018 às 9:54

Mercado de segurança privada cresce até 40% no município   


 

Ranieri da Silva tem empresa que aluga cães de guarda e disse que a procura cresceu 30% desde a crise na segurança do ES em 2017. Foto: Fábio Barcelos

Clarice Poltronieri

O mercado de segurança privada já vinha crescendo nos últimos anos na Serra, mas teve um ‘up’ ainda maior após o movimento que paralisou a PM em fevereiro de 2017. E a Intervenção Federal no Rio de Janeiro pode aquecer ainda mais o setor, já que os capixabas demonstram preocupação com a migração de criminosos para o Espírito Santo, por conta da proximidade entre os dois estados. Só o ano passado, o setor já acumulava alta de até 40% na venda de alguns itens e serviços.

Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda da Serra (Sefa), há 249 empresas entre estabelecimentos comerciais e prestadoras de serviços de segurança privada na Serra. E entre 2015 e 2018, houve aumento de 10% do número de estabelecimentos do setor.

Mas em alguns segmentos, somente em 2017, o crescimento foi de até 40%, como vendas, instalação e manutenção de câmeras, centrais de vídeo, cercas elétricas e alarmes.   

E o sócio-proprietário da Alarmes e Antenas, em Laranjeiras, José Cláudio Galacha, já percebeu um aumento ainda maior na procura desde o início da  Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

“Desde a crise na segurança pública no ES em fevereiro de 2017, a busca por equipamentos de segurança aumentou de 30 a 40%. Depois que a crise passou houve uma queda, mas em novembro passado aumentou de novo. Sobre a Intervenção no Rio, já percebo clientes que nos procuram com a preocupação da migração de criminosos para o estado. Nossos produtos mais procurados são câmeras, centrais de vídeo e cercas elétricas. Para cercar um lote de 12m por 25m, o custo fica entre R$ 900 e R$1,1 mil”, exemplifica.

O proprietário da empresa Cão Segur, Ranieri da Silva Batista, que trabalha com aluguel de cães de guarda, teve aumento de 30% no último ano, mas não sentiu diferença com a Intervenção do Rio.

“Como a segurança armada é cara, tivemos um aumento na clientela de 30%, que permanece conosco até hoje, desde a crise da segurança pública do ES em fevereiro de 2017. A Intervenção do Rio não trouxe clientes novos ainda. Alugamos um cão, treinado, por R$1,5 mil mensais e todo trabalho e despesa (alimentação, veterinário) é por nossa conta”, explica.

 

 




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