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Política

Serra, 24 de novembro de 2017 às 6:47

“O polo Cercado da Pedra é lugar  privilegiado para investimentos”


 

Djalma Neto diz que processo de licenciamento tem que ser mais rápido na Serra. Foto: Joatan Alves

Por Yuri Scardini            

Com 40 anos, a Associação de Empresários da Serra (Ases) se vê em um novo desafio: Como contribuir para a Serra criar um novo ciclo de desenvolvimento? Para o empresário Djalma Quintino Neto, que assumiu o comando da entidade na última quinta-feira (23), a solução passa pelo fomento da inovação e obras estruturantes na área de logística. Nesta entrevista, Djalma fala ainda sobre a demora nos licenciamentos e alerta para uma possível fuga de capital caso a cidade de Aracruz entre na Sudene.

Ases deu início às obras da Casa do Empresário. Como vai somar para o empresário e empreendedor da Serra?

A intenção é um ambiente de integração no setor produtivo. Queremos gerar mais conteúdo para os associados, estudos, e informação, que são a base da tomada de decisão econômica e política, além de encontros, workshops e fóruns. A Casa do Empresário é o sinal claro de que o empresário quer continuar aqui; quer investir e quer crescer aqui.

Quais são os principais desafios dessa sua gestão como presidente?

Gostaria de destacar três desafios grandes. O primeiro é concluir a Casa do Empresário; o segundo é fomentar a cultura da inovação. E terceiro, o desafio é atuar junto com o setor público nas questões de desburocratização, para que a Serra seja mais atrativa para investidores e empresas.

Quais as dificuldades para se investir na Serra, e o que fazer para tornar a cidade mais atraente?

Precisa melhorar o tempo de resposta na questão dos licenciamentos, para que o empresariado não desanime e desista. Recentemente, a prefeitura assinou com a Findes as dez medidas de desburocratização. Além de buscar formas de incentivos fiscais. Pretendo que a Ases esteja inserida neste contexto. Hoje o polo Cercado da Pedra é um lugar privilegiado para se fazer investimentos.

A Câmara federal aprovou a inclusão de três municípios capixabas na Sudene: Aracruz, além de Itarana e Itaguaçu. Caso seja aprovado, a Serra pode sofrer impacto econômico?

É uma grande preocupação, especialmente Aracruz. Pois passa a ter uma vantagem competitiva muito forte para os investidores, e pode haver uma fuga de investimentos. Então, esta questão da desburocratização e incentivos a Serra vai ter que fazer este papel. Enquanto instituição, vamos trabalhar junto à prefeitura para estudar possibilidades de diminuir esse impacto.

Outra questão é a futura implantação do Porto Central, em Presidente Kennedy. Especialmente no que tange à indústria do mármore que é extraído no Sul, mas com boa parte do beneficiamento na Serra. Pode haver um desmonte desse setor na cidade?

Neste momento a gente não avalia esse risco. Mas não deixa de ser um ponto que a gente tem que ter atenção. É um belo tema para um dos nossos Canegs (Café com negócios).

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Paulo Menegueli, disse que a Prefeitura estuda fazer um polo de tecnologia na área médica. O município vem tratando isso com a Ases?

O Paulo já falou sobre essa intenção com a gente. Na verdade eles têm uma intenção de tecnologia para fomentar a inovação também, o que tem conexão com a ASES e a nossa vontade de fomentar a inovação.

A Serra teve alguns ciclos de desenvolvimento, como, por exemplo, com a economia do abacaxi, e depois com o processo de industrialização. Como você enxerga um novo ciclo de desenvolvimento para a cidade?

A Serra tem localização extremamente privilegiada; Você tem um porto dentro da Serra, um porto próximo também; o aeroporto; as BR’s que ligam o Brasil. Então neste terceiro ciclo, temos a questão da inovação, inovar para crescer e aproveitar esse potencial logístico. A Serra é o município que agrega esse valor, por mais que sofra essa concorrência com os municípios que estão sendo incluídos na Sudene, tem que pensar no estratégico geográfico. O que tem que ser colocado é fazer investimentos estruturantes; melhorar os acessos, definir a questão da duplicação da BR e buscar incentivos para que o Contorno do Mestre Álvaro saia logo do papel, e a ES 010, que precisa de um novo acesso. 

 

 

 




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