O termo convulsão parece fácil não é? Mas por trás desse nome tão curto estão envolvidos inúmeros diagnósticos a serem pesquisados, e que muitas vezes o processo se torna demorado para a obtenção do diagnóstico final.
A convulsão não é uma doença, mas sim uma manifestação clínica em que precisamos buscar uma causa para tal manifestação.
Dentre as principais causas podemos citar:
- Doenças Vasculares: Isquêmicas e hemorrágicas.
- Doenças Inflamatórias: sépticas (virais, bacterianas, fúngicas e parasitárias), e assépticas (meningoencefalites de origem desconhecida).
- Traumáticas: traumatismo crânio encefálico.
- Tóxicas: Intoxicações por carbamatos, chumbo, organofosforados, estricnina, micotoxinas, permetrinas, fipronil, lírio.
- Anomalias metabólicas: Hipoglicemia, hiperglicemia, encefalopatia hepática (shunt), urêmica, hipocalcemia, hipertireoidismo, hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, policitemia, anemia, hiperlipidemia, trombocitopenia, trombocitose, coagulopatia.
- Neoplasias.
- Causas Nutricionais: deficiência de tiamina.
- Degenerativas: distúrbios cognitivos principalmente.
- Idiopática: epilepsia idiopática (quando todas as hipóteses forem descartadas, provavelmente de origem genética e de causa desconhecida).
As convulsões podem ser generalizadas (essas assustam os tutores, pois são muito violentas), mas também podem ser focais, tais como movimentação involuntária do lábio, olho, face, bochecha, membro superior ou inferior, e que passam totalmente despercebidos pelos proprietários.
O tratamento necessita de uma investigação longa, com exames a serem coletados para se chegar a um diagnóstico definitivo.