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Opinião | Rodrigo Caldeira foi persistente, articulado e mostrou força política; agora precisa deixar claro suas bandeiras

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Vandinho Leite e Rodrigo Caldeira. Foto: Divulgação

O presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira, oficializou sua filiação no PSDB e deu um passo concreto em seus planos de ser candidato a deputado federal. O evento foi concorrido, reuniu mais de mil pessoas, vários vereadores e lideranças de vários segmentos da cidade e do Espírito Santo.

Vale ressaltar: ainda estamos falando de um ‘simples’ ato de filiação, e não do lançamento de uma candidatura. Essa força demonstrada na noite da última quinta-feira (31) deixou exposto a virulência política pela qual Caldeira deve chegar nessa eleição.

Rodrigo percorreu um longo caminho para chegar até aqui. Começou da forma mais estruturante em janeiro de 2021, quando articulou sua reeleição para presidência da Câmara. Ao se garantir como chefe do segundo poder municipal constituído, ele começou a andar se apresentando como um potencial pré-candidato a deputado federal.

A política é uma forma de regimento civilizatório muito pragmático, e quem quer crescer neste mundo, precisa se provar continuamente. E foi isso que Rodrigo se propôs a fazer.

Mesmo diante da descrença e desconfiança de muitos, o presidente da Câmara foi se provando, com persistência. Como na política não se faz nada sozinho, ele contou com uma figura-chave neste processo: o deputado Vandinho Leite, com quem aprofundou suas relações pessoais. Vandinho abraçou o projeto ‘Rodrigo para Federal’ desde o nascimento da ideia.

Caldeira então precisou quebrar de vez o ceticismo político que jogava dúvidas se ele chegaria efetivamente até aqui; pois bem, na noite da última quinta-feira, ele definitivamente conseguiu.

Durante este processo, ele também precisou confrontar o PRTB, partido que estava filiado. A sigla não ajudava, não tinha chapa e não dava estrutura. Rodrigo foi para os tribunais, mostrou que o partido não seguia as regras e pediu liberação partidária; pleito que a Justiça concedeu.

Neste conturbado processo, o caminho óbvio era e sempre foi o PSDB. Matemática política simples: partido grande, organizado, competitivo, orgânico; e para fechar a conta, seu aliado de primeira hora, Vandinho Leite, sentado na presidência.

Aos atentos olhares de mais de mil pessoas, o ato de filiação foi o resultado de um trabalho respeitável de articulação política no sentido mais literal da palavra, com foco, persistência e estratégia. Este ciclo, Rodrigo fechou.

Agora, a pré-campanha toma forma, e questões intra-políticas devem perder peso e dar lugar a narrativa eleitoral, as bandeiras, as lutas pelas quais ele quer travar em Brasília em nome dos serranos e do povo capixaba. Essa frente, Rodrigo ainda precisa completar: ‘quero ser candidato a federal para _____’.

O argumento da renovação por si só é muito pouco; ainda mais numa cidade acostumada a eleger apenas dois prefeitos nos últimos 26 anos. Rodrigo precisa desenvolver uma narrativa clara, objetiva, conectada com o extrato do eleitorado pela qual ele quer representar.

A Serra precisa de uma representação federal; aqui são 350 mil pessoas, é inconcebível que uma cidade da envergadura de importância da Serra não tenha uma voz no centro do poder brasileiro. Vale lembrar, por exemplo, que as obras do Contorno do Mestre Álvaro estão paradas, e se continuar assim, logo logo vai ser mais um corredor de invasão de terra e ocupação irregular, transformando a obra, tida como jóia da coroa, em mais um foco de problema social.

Além é claro do debate em torno da ECO-101 que se inaugurado, o Contorno passará para a empresa, enquanto a população vai ficar com o trecho mais problemático da rodovia no ES, que compreende Serra-Sede x Carapina. Qual contrapartida da ECO? E o Trevo de Cidade Pomar que foi ignorado pela empresa? E a duplicação total do trecho Serra Sede x Fundão que já deveria ter sido entregue e nem começou? São perguntas que se respondem em Brasília.

Temas importantes discutidos na capital do país, como a extensão da Sudene, que em 2021 chegou até Aracruz, e está causando uma migração de investimos, precisa de um representante nacional.

Ou mesmo o problema crônico das brechas na Legislação Penal. A Serra pode até ter diminuído homicídios, mas se tratando de crime contra patrimônio é a líder absoluta, o famoso prende e solta atinge diretamente a população da Serra que fica refém de bandidos impunes. Outro exemplo é a regulamentação do saneamento básico, que é problema crônico que a Serra vive diariamente, entre tantas outras questões que carecem de uma liderança federal da Serra.

Se Rodrigo encampar uma narrativa real, sem fantasia, pé no chão e que se conecte ao eleitor, somado ao desejo por renovação, a pré-campanha tem tudo para descer com força para o eleitor. Força, persistência e estratégia política ele já provou que tem.

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