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Economia

Serra, 15 de junho de 2018 às 11:49

Partes dos postos seguem sem dar desconto no diesel na Serra


 

Na Serra, quem pratica preço superior ao determinado tem de provar ao Procon que comprou combustível com valor mais alto. Foto: Arquivo TN

Clarice Poltronieri

Mesmo com a determinação do governo federal em baixar o preço do diesel nas bombas em R$0,46 desde o dia 1º de junho, após a greve dos caminhoneiros, os donos de postos não precisam ficar no prejuízo. Na Serra, quem pratica preço superior ao determinado tem de provar ao Procon que comprou combustível com valor mais alto. 

Segundo o sindicato dos donos de postos, o Sindipostos, a redução nas bombas está sendo gradativa e de acordo com o repasse das distribuidoras. Para a entidade, o governo federal se equivocou com a afirmação de que em todos os postos haveria redução imediata.

Na Serra, a estimativa do Procon é de que 57% por cento de quinze postos fiscalizados até a última quarta-feira (13) já estão com desconto igual ou superior aos quarenta e seis centavos no diesel. A assessoria de imprensa do Procon informou também que a fiscalização continuará.

O Procon disse ainda que caso os fiscais achem diesel sem o desconto, dá prazo de dez dias para o dono do posto apresentar a nota de compra na distribuidora e a nota de venda ao consumidor para justificar o preço cobrado. Se for constatado abuso, o posto pode ser multado e a multa variar entre R$ 500 e R$ 6 milhões.

Em reportagem publicada na última edição do Tempo Novo (nº 1285) um dono de posto desabafou que ficará no prejuízo por ter que revender o diesel que tinha no estoque por um valor inferior ao que tinha pago.

Greve continua gerando reflexos na economia

Nas indústrias capixabas, não há informação sobre demissões causadas pelos prejuízos gerados pela greve dos caminhoneiros. As operações foram 100% retomadas e a produção segue em ritmo acelerado, mas o fluxo de caixa, os estoques e a distribuição ainda estão em processo de normalização, o que só deve ocorrer a partir de julho. As informações são da assessoria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

A estimativa da Findes de prejuízos no setor é de R$70 milhões na Serra e de R$500 milhões em todo o Estado. No ápice da crise, 70% das indústrias tiveram algum tipo de paralisação (total ou parcial).

Já a assessoria da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo) acredita que as vendas do Dia dos Namorados e da Copa do Mundo retomaram o movimento no comércio, que chegou a ter queda de 60% nas vendas durante a paralisação. Até o momento não teve registro de demissões por conta da greve. A Fecomércio estima prejuízo de R$200 milhões (R$20 milhões/dia) no setor em todo estado.

 




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