Serra, 15 de julho de 2018

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O Nó da Gravata

por Conceição Nascimento

Serra, 29 de junho de 2018 às 8:46

Pode isso, Caldeira?


Na próxima semana, a Câmara da Serra vai completar um mês sem votar nenhum projeto de lei (PL) de autoria de vereadores governistas. Desde a sessão do dia 6 de junho, a Câmara é pautada apenas por projetos daqueles parlamentares que elegeram o atual presidente Rodrigo Caldeira (Rede), na eleição do dia 2 de junho. Em levantamento do Tempo Novo, foram 17 projetos, dos quais 3 são de autoria do Poder Executivo e 14 de vereadores do grupo de Caldeira. O parlamentar que mais teve projetos apreciados foi Pastor Ailton (PSC), com a incrível marca de 5 projetos, em menos de um mês. Depois de Aílton, vêm Stefano Andrade (PHS), Adriano Galinhão (PTC) e o 1º secretário da Mesa, Roberto Catirica (PHS), cada um com dois projetos, já Cleusa Paixão (PMN), Caldeira e Nacib Haddad (PDT), vêm com um cada. Parece ser essa a regra da Mesa Diretora, quem não votou neles não tem ‘direito’ de ter seus projetos apreciados. Pode isso, Arnaldo?

Contratos na mira

Falando na Câmara, o presidente Rodrigo Caldeira quer dar uma mexida em alguns contratos. O primeiro na mira é o contrato com a empresa Mundial Serviços de Vigilância e Segurança, responsável pelo sistema de vídeo monitoramento e segurança patrimonial da Câmara. Desde quando assumiu a presidência, em março, após o afastamento de Neidia Maura (PSD), Caldeira não fez nenhum pagamento à empresa, que tem contrato de cerca de R$ 120 mil por mês. Segundo fontes internas da Câmara, Rodrigo estaria “descontente com o contrato e com a empresa”. Alguns vereadores se perguntam também se Caldeira irá mexer nos contratos da Himalaia que entre outras, presta o serviço de ar condicionado na Câmara, e das empresas Servinorte e Servibras, que prestam serviço de jardinagem, limpeza e conservação da Câmara. Somados esses contratos, dão mais de R$ 7 milhões por ano.  

Foro meia boca

O ministro do STF, Dias Toffoli, enviou para a 1º instância da Justiça Eleitoral o processo em que o deputado federal Sérgio Vidigal, e a esposa, Sueli Vidigal (ambos PDT) são acusados de supostamente usar recursos desviados da Prefeitura da Serra para irrigar a campanha de Sueli para a Câmara Federal em 2010. O envio para a 1º instância segue a orientação da Justiça após decisão de restringir o foro privilegiado de políticos. A Justiça entendeu que o caso não tem correlação com o atual mandato de deputado federal ocupado por Vidigal, que em 2010 era prefeito da Serra, e por isso poderia correr nas instâncias inferiores. Com isso, é possível que o processo contra Vidigal tramite mais rápido no âmbito da Justiça, que agora passa a correr na 26º Zona Eleitoral do ES.

Correndo a sacolinha

Após o empréstimo de R$ 188 milhões para investimentos na segurança pública, essa semana o Governo do Estado conseguiu autorização da Assembleia Legislativa para nova operação de crédito, desta vez no valor de R$ 37.8 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento para financiar o Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Espírito Santo (Profisco II ES). Na votação, apenas o deputado Sérgio Majeski (PSB) votou contra.

Palanque

Matemática do poder

A menos de um mês para início do período de convenções que deve dar o tom para as coligações partidárias, as siglas já fazem as contas para ver as melhores alianças. Entre os números-chaves para o sucesso nas urnas está o ponto de corte para as vagas de deputado estadual e federal. Ainda existe muita incerteza sobre eles, já que são esperadas muitas ausências e votos nulos e brancos. Mas as contas têm partido das seguintes configurações: Com 2.754.728 eleitores capixabas, as siglas esperam entre 1.6 milhão a 1.7 milhão de votos válidos. Com isso, as legendas precisariam de 55-60 mil votos para conseguir uma vaga na Assembleia Legislativa e 160-170 mil votos para a Câmara Federal. São essas contas que vão nortear as alianças.

Entre Guto e Bruno

Do mesmo lado político na Serra, o vereador e pré-candidato a deputado federal Guto Lorenzoni (Rede) e o deputado estadual, pré-candidato a reeleição, Bruno Lamas (PSB), estão entrando em choque nos bastidores. Isso porque Guto tem atuado como cabo eleitoral de Alexandre Xambinho (Rede), que deve disputar uma vaga de deputado estadual, e Guto vem tentando ‘pegar’ lideranças e apoiadores de Bruno para ‘engordar’ a campanha de Xambinho. Na semana passada, durante um evento político, Bruno chegou a dizer no microfone para Guto “parar de fazer investidas contra seus apoiadores”, causando forte constrangimento. Guto e Bruno já não se batem a algum tempo, desde que o prefeito Audifax elegeu Guto como sua prioridade em seu grupo político.

Maza ficando massa

Outro que tem ganhado espaço dentro do grupo político do prefeito é Silas Maza (PTC). Silas é pré-candidato a deputado federal, e um dos poucos que orbita ao mesmo tempo os núcleos de Audifax e do governador Paulo Hartung (MDB). Essa semana Silas conseguiu trazer lideranças expressivas para seu time. Trata-se de João Manoel, filiado histórico do PSB que assinou a ficha do PTC e deve deixar Bruno Lamas e apoiar Silas. Outro foi o ex-presidente da Câmara Adir Paiva, que também se filiou o PTC. Este último é visto como uma movimentação com o DNA de Audifax. Alguns apostam que Audifax investe em Silas para em caso de vitória nas urnas de Paulo Hartung, Silas ser um elo de ligação entre PH e Audifax.




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