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Serra, 14 de agosto de 2018 às 16:01

Prefeitura despeja 28 famílias que passam a ocupar calçada de Novo Horizonte

Os moradores, com 51 crianças e duas mulheres grávidas, estão há cerca de sete dias expostos a sol e chuva no espaço improvisado.


A famílias, com 51 crianças e duas mulheres grávidas. estão no local há cerca de sete dias. Foto: Gabriel Almeida

Gabriel Almeida / Ana Paula Bonelli

Após uma ação da Prefeitura da Serra de desapropriação numa Área de Proteção Ambiental (Apa) na região de Novo Horizonte, 28 famílias tiveram que se abrigar debaixo de uma lona em uma das calçadas da Avenida Brasil, principal via do bairro. Os moradores, com 51 crianças e duas mulheres grávidas, estão há cerca de sete dias expostos a sol e chuva no espaço improvisado.

As famílias que viviam em uma área de ocupação irregular no final da rua Cisne, também em Novo Horizonte, afirmam que não tem condições para alugar uma casa e pedem ajuda ao município. Quem conta isso é uma das representantes das famílias,Elaine Gomes Dias. “Pagávamos aluguel, muitos que estão aqui hoje ficaram desempregados e acabamos ocupando aquele espaço. Infelizmente foi o que deu para fazer. Tenho dois filhos e estamos vivendo aqui em situação precária. Sem teto, sem moradia e sem esperança”, conta Elaine.

As famílias ficaram por quase quatro meses no terreno da rua Cisne. Gislaine da Silva Pinheiro também está vivendo na calçada com sua filha. “Foi uma covardia muito grande que fizeram com a gente. Precisamos de ajuda. Queremos uma posição da Prefeitura da Serra, teremos aluguel social? Ou vão nos deixar vivendo aqui assim? É desumano”, reclama.

Criança dentro de uma das barracas improvisadas. Foto: Gabriel Almeida

A manicure Ester dos Santos de Lima é autônoma e está no local com seus três filhos. “Com o que eu ganho não consigo sustentar meus filhos e pagar um aluguel. O que fizeram com a gente foi de uma covardia muito grande. A polícia chegou com a Prefeitura e foi derrubando tudo com trator, chamando a gente de favelado, de pobres. Agiram com desrespeito e estamos agora nessa situação, esperando uma atitude do poder público”, afirma.

Para sobreviver as famílias contam com ajuda de voluntários. Uma delas é a moradora de Novo Horizonte, Miraildes Freitas. “Essas pessoas estão brigando por um direito deles, pois também pagam impostos quando compram um pão, um óleo. Moro há 30 anos no bairro e já houveram várias ocupações aqui, mas nunca vi tamanha covardia”, conta.

Quem quiser ajudar as famílias, pode doar alimentos, medicações, água e fralda descartável que podem ser entregues no local onde as famílias vivem hoje, na Avenida Brasil, próximo ao laboratório Tommasi. “Tem pessoas cardíacas aqui, hipertensas e muita criança. Estão vivendo ao relento e no frio”. Também pode ligar para o telefone 27 99638-0655.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura da Serra que disse que o município segue determinação do Ministério Público e da Justiça e as famílias moravam em uma área de proteção ambiental. De acordo com a prefeitura, as secretarias de Habitação e Assistência Social da Serra estão à disposição para conversar com as pessoas.  Ainda segundo o município, das famílias apenas sete procuraram a prefeitura para se inscrever no programa Minha Casa Minha Vida.

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Fotos: Gabriel Almeida 




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