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Serra, 13 de agosto de 2019 às 9:40

Psicologia para todos: entidade oferece atendimento acessível à população da Serra

Por Vilson Vieira Jr
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Equipe completa de sete psicólogas associadas da Ong, que funciona em Manoel Plaza. (Foto: Divulgação)

Tornar o atendimento psicológico acessível a mais pessoas é o maior propósito do Instituto Psicologia Para Todos, uma entidade sem fins lucrativos que funciona em Manoel Plaza, na Serra, há cerca de dois anos. A iniciativa foi idealizada na faculdade por um grupo de amigas estudantes de Psicologia que buscavam, ainda na sala de aula, ampliar os benefícios dessa área da saúde a quem precisa e não possui condições financeiras.

“Conversávamos muito sobre o fato de a psicologia ser elitizada, das demandas e necessidades. E pensando nisso, refletimos sobre que tínhamos que fazer alguma coisa para que essa área seja mais vista e menos elitizada; que as pessoas tenham mais acesso e consigam chegar a esses profissionais”, conta Alessandra Dias de Jesus, psicóloga e uma das fundadoras da Ong.

Segundo a profissional, o poder público não consegue abrigar a grande demanda que surge para os serviços psicológicos e atendem, em sua maioria, apenas casos mais graves. “Existe o serviço no setor público, porém, a quantidade de equipamentos é muito pequena para alcançar a demanda. Essa estrutura e as políticas públicas acabam atuando só nos casos graves, e não nos leves e moderados. E trabalhar estes últimos é atuar com prevenção e promoção de saúde”, explica Alessandra.

Na Ong, a porta de entrada àqueles que precisam de atendimento e não têm condições para arcar com os serviços de uma clínica particular é o plantão psicológico, que é gratuito. A pessoa liga e agenda o atendimento. É considerada pelas profissionais psicólogas como a ação mais relevante – dentre as três que compõem o atendimento ao público – do trabalho realizado pela entidade.

“Nessa etapa, o paciente passa por uma avaliação socioeconômica para avaliarmos a sua demanda e até os seus direitos. Havendo demanda para continuidade para a psicoterapia, convidamos a participar, de acordo com avaliação socioeconômica, dos atendimentos com valores sociais [doações em dinheiro] para manutenção do instituto ou do atendimento voluntariado, em que a pessoa será atendida por um psicólogo voluntário do instituto de forma gratuita”, detalha a psicóloga e membro da Ong Roberta Pedrini.

Segundo as psicólogas que atuam na Ong, o que a diferencia de outras entidades da área é o foco no atendimento dos transtornos leves e moderados. “É um grupo de pessoas que não consegue ser inserido e atendido no Sistema Único de Saúde, porque o SUS só abarca, em maioria, os transtornos graves, encaminhados para os CAPSad, CAPSi, CAPStranstorno. Então, atendemos uma faixa da população que está desprovida do atendimento psicológico”, esclarece Felismina Augusto Teixeira, presidente e uma das fundadoras do instituto.

A entidade conta com sete psicólogas associadas/fundadoras, mas também com voluntários que atuam em outros serviços. E são elas que mantêm os trabalhos em pleno funcionamento, além da contribuição que vêm das doações com os atendimentos.

Psicologia nas ruas

Entre os trabalhos realizados, também se destacam as palestras externas, feitas em igrejas, escolas, empresas e associações de moradores, em que as psicólogas tratam de assuntos solicitados pela instituição e de temas sociais relevantes para a psicologia, como a violência doméstica. “Inclusive, são 14 palestras que vamos levar às escolas sobre essa temática. A ideia é alcançar 17 unidades de ensino”, destaca Renatinho de Jesus, gestor da Ong. Em breve, uma parceria será formalizada com o Tribunal de Justiça do Estado com foco em mulheres vítimas de violência doméstica.

E os números do instituto só crescem e revelam, ao mesmo tempo, a importância do trabalho social promovido e a carência da população da Serra por serviços psicológicos. “Tivemos, em 2018, 539 acolhimentos e psicoterapias individuais e em grupo. Foram feitas 27 palestras externas, as quais alcançaram mais de 1.890 pessoas de forma direta e 7.500 indiretamente”, enumera Renatinho.

“Por isso é que atendemos essa população para não desenvolverem o transtorno grave; por isso nós vamos para a rua, vamos para as escolas, às empresas, às praças para fazer a prevenção e a promoção de saúde. Para que a população ouça as orientações e se enxergue enquanto necessitado do atendimento psicológico, porque muitos ainda não entendem o que a psicologia faz”, salienta a presidente, Felismina.

Precisa-se de parceiros

As psicólogas Alessandra, Roberta e Felismina do Instituto Psicologia para Todos: saúde mental acessível a quem precisa. (Foto: Vilson Vieira Jr.)

Mas para que a psicologia seja cada vez mais acessível a todos, as parcerias são fundamentais ao instituto, que precisa de voluntários, em áreas diversas, a fim de que os atendimentos sejam ampliados. “Precisamos de pessoas físicas e jurídicas que entendam a causam e venham nos ajudar sendo voluntário. Sozinhos, não conseguimos alcançar a nossa missão, mas com parceiros sim. Nós representamos o começo de uma nova vida para muitas pessoas”, ressalta Renatinho, gestor da entidade.

São as parcerias, aliás, que vão garantir o funcionamento do projeto Mulheres Empoderadas, que está em busca de captação de recursos, isto é, de parceiros, para proporcionar a 500 mulheres vítimas de violência doméstica a independência financeira em relação a seus companheiros agressores. A ideia é ensinar uma profissão, além de oferecer acompanhamento psicológico. Como forma de buscar os recursos necessários, em setembro, todas as sextas-feiras, serão convidadas 30 pessoas ao instituto para apresentar a proposta e o trabalho da Ong.

 

Contatos do instituto

Telefone: 99667-3196

Site: https://www.institutopsicologiaparatodos.com/




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