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Restauração do Queimado atrasa e só será entregue em 2020

A promessa é que o local vire um museu a céu aberto. Foto: Fábio Barcelos

A restauração das ruínas da igreja de São José do Queimado, no distrito de Queimado, na Serra, que seria entregue em outubro deste ano, conforme confirmação do secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra, Alessandre Motta, em setembro deste ano, irá atrasar.

O TEMPO NOVO procurou a Prefeitura da Serra para saber da entrega da obra e a informação dada pela Assessoria de Imprensa é que a restauração está em andamento e a inauguração será realizada no início do próximo ano.

O sítio histórico do Queimado foi palco da maior revolta de escravos do Espírito Santo, em março de 1849.

+ Restauração da Igreja do Queimado avança e deve ficar pronta em outubro

As intervenções no local estão sendo bancadas pela iniciativa privada, por meio do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades), no valor de R$ 1,3 milhão.

Em setembro deste ano, o TEMPO NOVO, conversou com o secretário Alexandre que disse que já foram feitas as intervenções de limpeza da área. “Também já aplicaram um produto que sela a estrutura das paredes. Este produto impede que o desgaste das ruínas. A estrutura de ferro planejada no projeto já está sendo erguida. O piso também recebe reparos e é justamente o local a que as pessoas terão acesso para saber como a igreja era anteriormente, inclusive na questão da preservação”, destaca.

O restauro ainda inclui a recomposição da fachada e da torre da igreja com estrutura de ferro, que terá mezaninos. Já no centro da igreja será colocada uma caixa de pedra, na qual serão expostos os artefatos encontrados durante a pesquisa arqueológica.  A intenção é deixar o local como um museu a céu aberto.

+170 anos da Revolta do Queimado

Também foi realizada no local uma pesquisa arqueológica, em que foram encontrados pedaços de prato, jarras e azulejos. Segundo a Prefeitura da Serra, o projeto ainda prevê a contratação de guardas para evitar que o espaço seja alvo de novas depredações – várias aconteceram ao longo dos anos – e furtos.

Existe, também, o projeto de incluir a história do Queimado num circuito turístico para fomentar o turismo histórico, além de incluir ações educativas envolvendo o ensino fundamental, tanto municipal quanto particular. A Prefeitura também promete manter vigilância no local.

Ana Paula Bonelli

Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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