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Meio Ambiente

Serra, 2 de outubro de 2017 às 12:31

Santa Teresa se mobiliza para tentar barrar desertificação


Em vários trechos, como este onde há uma pequena represa, o rio secou completamente. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santa Teresa

Bruno Lyra

Reflorestamento, cercas protetoras de nascentes e margens de córregos além de caixas secas para armazenar água da chuva. São ações prometidas pelo município de Santa Teresa para tentar combater a desertificação na bacia do rio Santa Maria do rio Doce, região produtora de alimento que está com a economia cada vez mais comprometida pela falta d’água.

Segundo o secretário de Agricultura de Santa Teresa, Jorge Natali, os recursos virão através da Agência Nacional das Águas (ANA), onde o município emplacou um projeto que concorreu com 224 cidades de todo o país; três dessas cidades foram contempladas.  A previsão é investir R$ 972 mil e todas as ações acontecerão em terras privadas de produtores rurais que toparam participar da iniciativa.

“A princípio são 74 produtores, mas ainda há a possibilidade de incluir mais. Estamos aguardando a visita de representantes da ANA, o que deve acontecer entre 09 e 11 de outubro, para que o convênio seja firmado. A expectativa é que as ações comecem ainda em 2017”, detalha.

Natali disse que o projeto inclui a compra/produção das mudas de espécies de mata Atlântica adequadas para cada localidade, coveamento, limpeza, calagem e controle de formigas. “Vamos plantar em época chuvosa, mas pediremos aos produtores que irriguem as mudas caso necessário”, explica.

O secretário informou também que o projeto inclui 3.108 caixas secas, que são buracos feitos com retroescavadeira nas margens das estradas vicinais. Além de ajudar na conservação das vias, as caixas retêm água da chuva, permitindo que penetrem no solo e alimentem nascentes. “O projeto também prevê cercamento de 4.680 metros de margens de rios e nascentes”, acrescenta.

De acordo com Natali, são parceiros do projeto o Instituto Nacional da Mata Atlântica, o IFES – Santa Teresa, os institutos capixabas de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper) e de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Seama). “A intenção é que a gente busque financiamento privado para estender esse projeto”, conclui.

Quem também está participando é Nilton Broseghini, morador de Santa Teresa que há mais de 20 anos se dedica a produção de mudas da mata Atlântica e reflorestamento. Ele também é funcionário da secretaria de Agricultura.

Produção de alimentos

Em Santa Teresa está as cabeceiras do Santa Maria do Doce, região onde há produção de café, olericulcultura, frutas e leite, alimentos que também abastecem a Grande Vitória. Já o rio passa em São Roque do Canaã e deságua na margem sul do rio Doce no centro de Colatina. Nos últimos três anos o Santa Maria do Doce está praticamente seco, com leito mais parecendo uma estrada. Cenário que mais se assemelha ao sertão nordestino.

  




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