“Selando o cavalo” | Portal Tempo Novo

Serra, 17 de dezembro de 2018

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Mestre Álvaro

por Eci Scardini

Serra, 7 de dezembro de 2018 às 8:54

“Selando o cavalo”


Por Eci Scardini

O governador Paulo Hartung (sem partido) vai passar o bastão para o seu sucessor, Renato Casagrande (PSB) em 1º de janeiro, mas não vai passar sem deixar uma confusão política armada: ele tem repetidas vezes lançado o prefeito Audifax Barcelos (Rede) candidato a governador em 2022.

Esse movimento de Hartung encheu de brilho os olhos do prefeito, que já manifestou que não tem mais interesse em disputar a Prefeitura da Serra no futuro ou voltar para a Câmara dos Deputados. Logo, Audifax já trabalha na perspectiva de Governo ou Senado.

Nos bastidores sabe-se que o prefeito está gostando deste movimento capitaneado por Hartung e está deixando o mesmo fluir. A cabeça dele já chegou em 2022, sem descuidar dos dois últimos anos do seu mandato e sem deixar de pensar em eleger o seu sucessor.

Ele sabe quais obras irá realizar em 2019 e 2020, que vão sustentar este projeto de sucessão. Também sabe quem estará nos polos opostos: Vandinho (PSDB); Vidigal (PDT) e Manato (PSL), que terá seu tamanho condicionado a resultados positivos do Governo de Bolsonaro. Bruno Lamas (PSB) ainda é um assunto a ser resolvido.

Audifax precisa tomar duas decisões: em qual partido se filiar quando o Rede fundir com o PPS, uma vez que o partido de Marina Silva não alcançou a cláusula de barreira na eleição. A segunda decisão é escolher quem será o seu candidato a prefeito. Provavelmente, as duas decisões serão tomadas juntas ou bem próxima uma da outra e, provavelmente entre fevereiro e março de 2019.

O histórico vencedor de Hartung quanto o de Audifax põe pilha em Casagrande, e já deixa-o vigilante, tendo que ao mesmo tempo governar o Estado, vigiar e tentar diminuir o tamanho de Audifax, turbinar o deputado estadual Bruno Lamas (PSB) para ficar mais competitivo para prefeito e fazer obras na Serra.

Está passando da hora

Mesmo sendo a Serra a força econômica e eleitoral que é; foram poucas as ocasiões que ela foi protagonista na eleição estadual, a partir da redemocratização do país para cá, em 1982. Neste ano, ela figurou com algum destaque com o nome do saudoso José Maria Miguel Feu Rosa figurando como vice-governador na chapa encabeçada por Carlito Von Schilgen. Eleição que foi vencida por Gerson Camata e vice José Moraes.  

A Serra só voltaria a ter um pequeno protagonismo em eleição majoritária em 1998, quando o ex-prefeito João Baptista da Motta abdicou de disputar o senado, abrindo vaga para Paulo Hartung e figurando como primeiro suplente na chapa. Quatro anos depois, em 2002, Hartung disputa a ganha o Governo do Estado e Motta vira senador por quatro anos.

Em 2006 a Serra volta ao topo da política estadual com a candidatura de Sérgio Vidigal (PDT) a governador, enfrentando Hartung na reeleição. Mas teve um desempenho muito aquém do esperado e sofreu uma derrota fragorosa.

Em 2010, não tanto pela sua performance política e eleitoral na Serra, mas sim pelas composições partidárias, Givaldo Vieira, então no PT, colocou a Serra dentro do Palácio Anchieta, sendo o vice-governador de Renato Casagrande.

Quando chegar em 2022, serão 40 anos de redemocratização do país e 10 eleições de governador, vice, senador e deputados federais e estaduais. A Serra pouco protagonizou nas principais disputas, mesmo sendo a força eleitoral que é.

Se de fato a candidatura a governador de Audifax vier a se consolidar, será muito bom para a Serra, principalmente se for uma candidatura robusta e competitiva. Eleger deputado federal e estadual não chega a ser um grande desafio para uma cidade que tem o maior eleitorado do Estado, passando dos 300 mil eleitores.




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