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Serra, 2 de Março de 2018 às 10:36

Serra tem dois casos de febre amarela e segue vacinando  


Ano passado o município fez mutirões para imunizar a população: descoberta de novo mosquito transmissor preocupa. Foto: Jansen Lube

Gabriel Almeida

Há dois casos confirmados de febre amarela na Serra. A informação é da secretaria municipal de Saúde (Sesa), que disse que um deles não é morador da cidade e o outro ainda está sob apuração sobre onde teria contraído o vírus. Também tem outros dois casos suspeitos que continuam sendo investigados. Enquanto isso a vacinação contra a doença segue acontecendo. 

De acordo com a Prefeitura da Serra a vacinação contra febre amarela é distribuída de segunda à sexta, das 8h às 17h, nas unidades regionais de Boa Vista, Feu Rosa, Novo Horizonte, Serra Dourada, Serra-Sede e Jacaraípe. Nas outras 32 unidades básicas de saúde a vacinação ocorre no dia específico de cada uma delas. No município, cerca de 400 mil pessoas já foram vacinadas.

A preocupação com a febre amarela vem aumentando entre especialistas. É o que Instituto Evandro Chagas descobriu que outra espécie de mosquito pode transmitir a doença, o Aedes albopictus, e que isso aumenta o risco da contaminação da doença em cidades, incluindo aí a Serra. É que a espécie frequenta as bordas das cidades e áreas verdes das mesmas, vivendo tanto em matas quanto nas casas.

Para o diretor do Instituto Nacional da Mata Atlântica (Inma), Sérgio Lucena, o albopictus pode ser o elo entre o ciclo rural e o ciclo urbano da febre, este último gerado pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, não se tem registro da transmissão da febre amarela urbana desde 1942. Desde então, os registros apontam que as transmissões no país vêm acontecendo pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, exclusivos de áreas rurais e silvestres.      

Zika, dengue e chikungunya também assustam  

Contra o Aedes aegypti, o município garante que vem intensificando o combate, já que a espécie vem transmitindo os vírus da dengue, zika e chikungunya na Serra e noutras cidades do país.

Na última semana o Centro de Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) realizou o Levantamento do índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LirAa), que indicará os bairros onde deverá haver novas ações estratégicas de combate ao mosquito. A Prefeitura não tem previsão de quando os dados serão divulgados.  

A Sesa também informou que dentre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, só este ano já foram notificados 127 casos de dengue e 2 mortes, além 6 casos de zika e 10 casos de chikungunya. Não há registro de mortes por estas duas últimas doenças em 2018.   

Já em relação ao Aedes albopcitus, apontado como possível elo entre os ciclos rural e urbano da febre amarela, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) garantiu que a presença desse mosquito é ínfima e que ele também é monitorado por meio das armadilhas (MI). Ele é combatido com fumacê e UBV pesado, larvicidas, bombas costais e na eliminação de criadouros em visitas domiciliares e a pontos estratégicos (floriculturas, ferros velhos, borracharias).

Em 2017, a Serra teve 13 casos de febre amarela confirmados e duas mortes. Segundo a Sesa todas as contaminações ocorreram fora do município da Serra.

 

 




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