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O Nó da Gravata

por Conceição Nascimento

Serra, 9 de dezembro de 2016 às 8:36

Sessão abortada


Na última segunda-feira (05), os vereadores governistas se movimentaram para convocar uma sessão extraordinária. O objetivo era acelerar a apreciação de quatro vetos que estariam travando a pauta da Câmara da Serra e assim “desamarrar” o PL 159/2016, que trata do orçamento de 2017 e precisa votado ainda este ano.

Sessão abortada II
Porém, apesar da pressa do prefeito Audifax Barcelos (Rede), alguns vereadores aliados faltaram à sessão. Um deles foi um dos aliados de primeira hora do prefeito, o também redista Alexandre Xambinho. Com isso a sessão foi rejeitada por falta de maioria simples, ou seja, 12 vereadores. Ao todo, a sessão abortada durou só 4h e 30.

Cego em tiroteio
Na avaliação de muitas pessoas envolvidas na política da Serra, tanto alinhadas com Audifax quando alinhadas com a oposição, o prefeito reeleito escolheu mal os interlocutores para negociar em seu nome a eleição da mesa diretora. E, aparentemente, esses interlocutores não têm agido de forma coordenada, parecendo mais ‘cegos em tiroteio’. O prefeito precisa de apenas um vereador da oposição para ter a maioria na Casa e eleger um aliado para o comando do Legislativo. Mas a tarefa está sendo bem mais difícil do que se imaginava.

Nas montanhas
Vereadores de oposição permanecem fechados e aparentemente intransponíveis. Na virada de segunda (05) para terça (06), os parlamentares voltaram a sair da cidade. Eles se reuniram a portas fechadas em uma propriedade na região montanhosa do ES, com o objetivo de se blindarem e articularem os próximos passos. Foi pelo menos a 2ª vez que o grupo lançou mão da tática para ficar longe do assédio dos interlocutores de Audifax.

Só por educação
Vereadores do grupo dos 12 oposicionistas dizem, à boca miúda, que só continuam falando com os emissários de Audifax por consideração aos colegas. Com isso, começa a ganhar força a tese de que o prefeito só vai virar esse jogo se entrar pessoalmente no campo e chutar a bola, ou seja, negociar diretamente com os vereadores que deseja puxar para seu time.

Defesa da casa
Após ser condenado pela Justiça por nepotismo seu último mandato à frente da prefeitura da Serra, entre 2009 e 2012, o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) contou com a solidariedade da sua esposa Sueli Vidigal. Numa rede social, a ex-deputada estadual e federal e ex- secretária de estado disse que a condenação foi uma retaliação do Judiciário, por Vidigal ter votado pela inclusão de membros do Ministério Público e da Justiça na lei das 10 medidas anticorrupção, que acabou sendo deformada pelo Congresso Nacional.

Defesa da casa II
Segundo Sueli, soou muito estranho o marido ter sido condenado em um processo que corria desde 2012 um dia após seu posicionamento na Câmara, onde defendeu nova regra para que juízes e promotores corruptos “sejam penalizados, como pessoas normais e não premiados como acontece hoje com aposentadoria compulsória que lhes garante um alto salário”, completou Sueli. 




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