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Cultura

Serra, 29 de agosto de 2018 às 16:01

Sopros da Serra nos sons da Orquestra Sinfônica do ES


Os instrumentistas Deivid, que toca tuba e Deyvisson, que manipula o fagote, integram o time da Oses. Foto: Divulgação

Ana Paula Bonelli

A Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (Oses) tem 41 anos e é um patrimônio dos capixabas. E conta com a participação de instrumentistas que moram na Serra, que ajudam a disseminar a música erudita.

Um deles é Deivid Wilson Peleje, que reside em Colina de Laranjeiras. Ele entrou há três anos na orquestra através de um processo seletivo aberto pela Secretaria de Estado da Cultura. E é dono da cadeira de Tuba Solista da orquestra. A tuba é um instrumento de sopro, que emite um som grave e pesa em média de 11 a 12 quilos.

 “Antes de vir para o Estado, já trabalhava com isso em São Paulo há mais de 10 anos. Trabalhar com música é primeiramente uma realização pessoal, e trabalhar na orquestra sinfônica aqui do Espírito Santo é uma junção de trabalho e prazer ao mesmo tempo”, destaca Deivid que estudou em escolas de música paulistas e está terminando graduação na Fames (Faculdade de Música do Espírito Santo).

Outro morador da Serra que compõe o time da Oses há quatro é Deyvisson Vinicius de Vasconcelos. Ele toca fagote e mora no bairro Hélio Ferraz. O fagote, para aqueles que não conhecem, é instrumento de sopro, constituído por um longo tubo cônico de madeira de cerca de 2,5 metros, dobrado sobre si mesmo.

“A oportunidade de ingressar na Oses, surgiu no concurso aberto em final de 2013, foi um processo seletivo para músicos DT (Designação Temporária). Participar de uma grande orquestra é um sonho realizado, estudei minha vida inteira para isso. É um trabalho remunerado, porém como qualquer profissão tem que ter amor”, lembra.

Sobre a Sinfônica

Criada em 1977, como Orquestra de Câmera do Espírito Santo, o conjunto, embrião da futura orquestra, era formado por músicos contratados da Banda de Música da Polícia Militar, professores e alunos da Escola de Música. Após uma pequena fase como Orquestra Clássica, ela tornou-se, a seguir, Filarmônica, até firmar-se como Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, em 1986, com a criação de seu quadro próprio e específico, contendo 125 vagas de músicos.

Para quem não sabe, a orquestra sinfônica é mantida pelo poder público, enquanto a filarmônica é mantida por uma associação de amigos ou uma entidade organizada que capta recursos para a manutenção do grupo. A quantidade de instrumentos é a mesma e o repertório também.

Para um músico ingressar na orquestra ele tem que ter domínio pleno de seu instrumento, conhecer o repertório orquestral e ser aprovado por uma banca avaliadora em um concurso público.

 




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