Serra, 23 de setembro de 2018

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Política

Serra, 23 de Março de 2018 às 9:59

“Tem que parar a picuinha entre um vereador e outro”


Rodrigo Caldeira defende harmonização entre os vereadores da Câmara da Serra. Foto: Arquivo TN / Fábio Barcelos

Yuri Scardini

Na última semana, a Câmara da Serra foi sacudida por duas determinações judiciais que resultaram em mudanças na direção da Casa. O vice-presidente Rodrigo Caldeira (Rede) assumiu a Presidência, após o afastamento da vereadora Neidia Maura (PSD).Nessa entrevista, Caldeira avalia o boicote de vereadores às sessões e diz que tem como missões harmonizar um Legislativo dividido e preparar o terreno para as eleições internas da Casa, quando serão escolhidos novos membros da Mesa, para o biênio 2019/2020, e comissões permanentes. Confira:

Como será o relacionamento da Câmara com o prefeito Audifax Barcelos (Rede)?

Minha relação com o prefeito acredito que vai ser a melhor possível, não tenho problemas com o prefeito. Sou do partido dele, sou da base e acredito que a relação Câmara e Executivo vai ter muita tranquilidade, muita transparência um com o outro, parceria. O que for projeto de importância para a cidade e crescimento do município nós vamos, com certeza, tratar com muito carinho. Não temos por que travar nada, não temos por que não ter uma relação boa.

Na parte administrativa da Câmara, o senhor já exonerou algumas pessoas. Quais serão os próximos atos, haverá auditoria interna, por exemplo?

Não exonerei grande número, apenas o administrativo, até para tomar ciência, acho que qualquer um faria o mesmo, e fui obrigado a exonerar o gabinete da ex-vereadora Neidia, porque senão pode se tornar um ato de improbidade administrativa contra mim no futuro, porque se ela foi afastada, não pode ter um gabinete. Foi o que a Justiça determinou e eu tenho que fazer. Quanto à auditoria, estamos montando a equipe, conversando e vamos tomar decisões mais à frente. Ainda não está decidido o que faremos.

Temos visto um de boicote às sessões, com vereadores saindo do plenário sem votar projetos. A quem o senhor credita esse movimento?

Quanto ao abandono de Plenário, com toda sinceridade não sei falar o que estão pensando, qual é a estratégia deles. Sei dizer que é muito triste, sabendo que temos projetos importantes, a cidade vem sofrendo tanto, e eles dizem ser base do prefeito, mas estão abandonando as sessões. É incompreensível, já que estamos com uma pauta de 11 projetos do Executivo, é a própria base que está boicotando o prefeito. Não estou entendendo esse jogo, mas acredito que são vereadores que têm compromisso, responsabilidade com o município, com seus eleitores, acredito que vão colocar a mão na consciência e, daqui pra frente, vão pensar em ficar e votar os projetos. O curioso é que dos 14 que estão fazendo esse movimento, dez votaram em mim para que eu fosse presidente e hoje estão abandonando.

Quais medidas o senhor pretende adotar?

Quanto ao corte de salário, na quarta-feira passada (dia 14) eles não estiveram presentes. Pois saíram em comboio sem nem registrar presença, então vai ser cortado os salários deles. Se tiver uma justificativa, ok, estamos aqui para acatar. Mas vamos cumprir a Lei.

Nesta segunda-feira agora (19) e quarta (21), registraram presença e saíram. Não está previsto corte, mas se alguém se sentir lesado, a Justiça está aí, acredito que estão vendo toda a movimentação. Se a Justiça achar que deve descontar, com certeza assim o farei. Temos aqui vereadores que são pré-candidatos a deputado abandonando sessão, daqui a pouco vai estar na rua pedindo voto. Será que vai ter coragem de encarar o povo?

Existe a possibilidade de antecipar a eleição da Mesa?

Não tem. A gente ouviu burburinhos de que havia a intenção de alguns vereadores de antecipar a eleição. Mas para isso nós temos que fazer mudanças no Regimento Interno da Casa, e não foi mudado nada. Vamos cumprir o que está no Regimento, que se não me engano é dois de junho, ou 31 de dezembro, não sei dizer qual é a data certa, não me preocupei ainda com isso. Hoje meu pensamento é apaziguar a Casa, conversar com os vereadores, tocar os projetos importantes para a cidade, voltar a discutir a cidade.

A Câmara da Serra já vem enfrentando há alguns anos uma instabilidade política e jurídica grande. Como o senhor avalia isso aos olhos da população e como pretende tocar os trabalhos?

De uns tempos para cá, infelizmente estamos tendo uma situação de denuncismo terrível. Toda hora vão ao Ministério Público sem qualquer fundamento, denunciar esse ou aquele vereador. Isso é muito triste e irresponsável, pois daqui a pouco seu nome está no site do MP dizendo que você está sendo denunciado, e a população não separa mais as coisas, e joga seu nome na vala. Têm que ter responsabilidade e tem que parar a picuinha entre um vereador e outro, parece que existem dois grupos, parece Flamengo e Vasco. Não tem isso. Aqui dentro são 23 trabalhando para mais de 500 mil habitantes. Então daqui pra frente a minha ideia é essa; harmonizar a Casa e conversar com todos. É tocar com transparência, mostrar um choque de gestão na Casa. A ideia é essa.




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