Um dia após uma estudante da Ufes, do curso de Direito, ser vitima de uma tentativa de ataque nas dependências internas da Universidade no campus de Goiabeiras, a Administração Central divulgou providências que já estão sendo tomadas visando aprimorar as iniciativas de prevenção à violência no âmbito da Universidade, em especial neste momento em que uma onda de ameaças e ataques tem sido registrada em todo o Brasil.
Entre as ações a serem realizadas, consta o estudo visando a ampliação do efetivo de segurança da Ufes e a busca de parcerias com as instâncias de segurança do Estado e da Polícia Federal. A reitoria também constituirá um grupo de trabalho para elaborar proposições para o aperfeiçoamento das ações destinadas à promoção de um ambiente educacional pacífico.
De acordo com nota, também foi definido que, de forma emergencial, os protocolos de segurança já adotados atualmente pela Diretoria de Segurança e Logística da Ufes sejam adaptados às características em que as situações de violência têm se apresentado no presente, e sejam amplamente divulgados para a comunidade acadêmica.
A reitoria da Ufes informou que na mesma manhã da segunda feira (10) em que a estudante de Direito foi atacada, o reitor Paulo Vargas, esteve em contato com o governador Renato Casagrande, que segundo nota divulgada pela Universidade, se mostrou disponível para a construção de parcerias com o Governo do Espírito Santo.
A Administração Central também manteve contato com o secretário de Estado da Educação, Victor de Angeli, tendo sido acertado um trabalho conjunto na definição de protocolos de atuação em situações dessa natureza, nos ambientes educacionais. Outro contato foi feito pelo reitor com o superintendente da Polícia Federal, Eugenio Ricas, que se colocou à disposição da Universidade para contribuir na busca de soluções comuns para esse desafio.
Quanto ao fato ocorrido nesta segunda-feira, a Ufes disse que acionou a equipe de segurança e a Polícia Militar, que imediatamente compareceram ao local. Também encaminhou o caso para apuração policial, bem como para acompanhamento da Polícia Federal.
“A Ufes está contribuindo para a elucidação do caso, já tendo encaminhado todas as imagens captadas pelo sistema de videomonitoramento. A estudante foi acolhida por professores e colegas e já prestou depoimento no Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes)”, disse a Universidade, por meio de nota oficial.
Sobre o aparto de segurança na Ufes, a instituição afirmou que é formada por vigilantes federais, vigilantes patrimoniais terceirizados e policiais militares da reserva que atuam por meio de um convênio firmado com a Polícia Militar. O campus de Goiabeiras possui uma central de videomonitoramento que funciona 24 horas, sete dias por semana. O sistema conta com mais de 400 câmeras com função de reconhecimento facial e reconhecimento de placas. A central funciona como suporte para as operações de campo.
“A Administração Central da Ufes manifesta solidariedade aos estudantes, professores e familiares diretamente afetados pelo ocorrido hoje e reafirma seu compromisso de mobilizar todos os esforços para que situações como esta não se repitam na Ufes ou em qualquer instituição educacional”. Sobre o ocorrido na manhã de segunda-feira (10), o Jornal Tempo Novo colheu um relato detalhado de um dos alunos que presenciou o momento do ataque. O Leitor pode ter acesso clicando aqui.